Wall Street fecha sem tendência; Nasdaq sobe e Dow perde 11 mil pontos

Sessão foi marcada por expressiva queda do petróleo, farto noticiário corporativo e divulgação de indicadores

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SÃO PAULO – Em sessão marcada por divulgação de indicadores, discurso de Ben Bernanke, farto noticiário corporativo e expressiva queda no preço do petróleo, as principais bolsas norte-americanas fecharam instáveis nesta terça-feira (15). Destaque para o Dow Jones, que fechou abaixo dos 11 mil pontos pela primeira vez em quase dois anos.

Embora o NY Empire State Index tenha marcado uma queda menor que a prevista, o Retail Sales registrou forte recuo em junho, superando as estimativas do mercado que já eram por si só pessimistas. E enquanto a atividade econômica segue dando sinais de enfraquecimento, a inflação vai crescendo. A alta do PPI (Producer Price Index) em junho foi de expressivo 1,8%, trazendo mais incertezas à política monetária nos EUA.

Neste mesmo cenário, o discurso de Ben Bernanke, presidente do Fed, veio permeado por um tom de indefinição quanto ao rumo do juro básico dos EUA, tendo em vista, de um lado, a iminência de uma recessão e, de outro, a disparada dos preços. Mas não é só o aspecto macroeconômico que pesa sobre as bolsas.

Noticiário corporativo

Em linha com as especulações que já circulavam no mercado, a General Motors anunciou nesta terça-feira mais uma série de medidas com o objetivo de reduzir seus gastos operacionais frente à crise que assola o setor automobilístico norte-americano. Respondendo ao anúncio e à expressiva queda no preço do petróleo, os papéis da companhia encerraram com valorização 5,22%.

Mau desempenho nas financeiras

A opinião crítica dos analistas da Oppenheimer & Co. fez com que os ativos da Wachovia fechassem o pregão com queda de 7,72% em Wall Street.

Na mesma linha, Fannie Mae e Freddie Mac voltaram a registrar desvalorização nos índices de Nova York. Os papéis da primeira acumularam perdas de 27,34% enquanto, para a segunda, a queda foi de 26,02%.

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Setor de tecnologia coopera

Já o setor de tecnologia, único a encerrar no azul, se destacou com Microsoft (+3,98%) e Intel (+1,17%) acumulando ganhos nesta sessão. É esperada para esta semana a divulgação dos resultados trimestrais de ambas as empresas.

Petróleo mais barato

Após uma abertura em alta, a commodity trilhou movimento declinante e, em resposta à redução nas projeções da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para a demanda mundial do produto, mostrou sua maior queda em 17 anos.
Em Nova York, o barril fechou o dia com baixa de 4,44%, negociado a US$ 138,74.

Acompanhe o fechamento em Wall Street


O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em baixa de 1,09% a 1.215 pontos, acumulando no ano forte baixa de 17,26%.
O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em desvalorização de 0,84% atingindo 10.963 pontos e caindo 17,36% no ano.

Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 0,13% hoje, chegando a 2.216 pontos e acumulando no ano forte baixa de 16,46%.


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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq +0,13 2.216 -9,73 -16,46
Dow Jones -0,84 10.963 -10,93 -17,36
S&P 500 -1,09 1.215 -10,67 -17,26