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SÃO PAULO – Confirmando a tendência observada nos mercados futuros, as principais bolsas norte-americanas abrem sem tendência definida nesta terça-feira (10). Os índices Dow Jones e S&P 500 caem, enquanto o Nasdaq sobe, em sessão pautada pelo seguinte tripé: ansiedade bancária, petróleo mais caro e indicadores econômicos sobre o atacado.
“Os problemas estão acelerando, ao invés de melhorarem”. A afirmação é de Barack Obama, presidente dos EUA, e sintetiza o olhar da autoridade frente à recessão no país, ao passo que o elevado desemprego e as incertezas quanto ao resgate do combalido setor financeiro geram dúvidas sobre quando haverá recuperação do crescimento econômico norte-americano.
Refletindo as expectativas negativas que rondam os bancos, os papéis do Bank of America operavam há instantes com desvalorização de 1,5%, assim como os do rival JPMorgan Chase, cuja desvalorização é mais modesta, de 1%. Na mesma esteira, só que preocupada com a baixa propensão ao consumo, a fabricante de aviões Boeing vê suas ações caírem 2,5%.
Entre indicadores e pacotes
Em um discurso amplamente aguardado pelo mercado, todos os olhos se voltarão às 14h00 (horário de Brasília) para Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, ao passo que o ex-presidente do Fed de Nova York explicitará os meandros do aporte superior a US$ 800 bilhões às instituições financeiras em Wall Street.
Por último, a agenda econômica ganha ênfase, através do indicador Wholesale Inventories. A ser divulgado às 13h00, o índice é responsável por medir a variação mensal dos estoques atacadistas na maior economia do mundo. Analistas prevêem nova variação negativa no decorrer de dezembro último.
Confira as cotações
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta desvalorização de 0,35% e atinge 866 pontos.
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Já o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, abre em alta de 0,34%.
Por fim, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,29%.