Wall Street abre em forte queda, com automobilísticas e bancos despencando

Ações do Morgan Stanley declinam 25%, enquanto papéis da GM recuam 15%; destaque negativo também para AIG e GE

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SÃO PAULO – As principais bolsas norte-americanas abrem em queda nesta sexta-feira (10), em sessão marcada pela divulgação de balanços contábeis, preocupações acerca da sobrevivência do setor financeiro e pessimismo automobilístico.

A agência internacional de classificação de risco Moody’s anunciou que pode revisar o rating da dívida do banco Morgan Stanley, citando que a crise atual do sistema financeiro poderá afetar os rendimentos do próximo ano. Além disso, os analistas da instituição rebaixaram a perspectiva do rating do Goldman Sachs para negativa.

Refletindo este pessimismo, os papéis do Morgan Stanley despencam 25%, assim como os do Goldman Sachs, cuja desvalorização é menor, de 15%. Na mesma esteira, as ações do Citigroup declinam 2,5% em Wall Street.

Resultado decepciona

Em início da temporada de divulgação dos resultados operacionais, a General Electric anunciou seu balanço contábil do terceiro trimestre deste ano. Registrando lucro líquido de US$ 4,5 bilhões – montante 12% inferior ao atingido no mesmo período de 2007, a fabricante de bens duráveis culpou a má performance de sua subsidiária GE Capital pelo desempenho ruim entre julho e setembro deste ano. Como resposta à queda nos rendimentos, os ativos da GE recuam 2% neste pregão.

Continuando na esfera corporativa, destaque para queda de 13% dos papéis da AIG (American International Group). Tal pessimismo por parte da seguradora justifica-se pela matéria divulgada no Wall Street Journal, na qual o jornal afirma que a companhia já despendeu US$ 70,3 bilhões dos US$ 122,8 bilhões fornecidos pelo Estado.

Automobilísticas preocupam

A agência internacional de classificação de risco Standard and Poor’s afirmou que as duas maiores automobilísticas norte-americanas – General Motors e Ford – poderão entrar em processo de bancarrota, dada a demanda declinante por veículos provocada pela desaceleração do crescimento econômico mundial.

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“Os fatores macroeconômicos poderão devastar os rendimentos das companhias”, disse Robert Schulz, analista da S&P. Neste cenário desfavorável, as ações de GM despencam 15%, enquanto as da Ford operavam há instantes com baixa de aproximadamente 3%.

Petróleo e agenda econômica em foco

Foi divulgada nesta sexta-feira a balança comercial norte-americana de agosto. O déficit de US$ 59,1 bilhões superou ligeiramente as projeções dos analistas, que previam US$ 59 bilhões no período.

Por fim, vale ressaltar a baixa de 6% das ações da Exxon Mobil, provocada pelo recuo 6,5% na cotação do barril de petróleo Brent em Londres, dada a correlação positiva entre o óleo bruto e os rendimentos e, conseqüentemente, os ativos da petrolífera norte-americana.

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Confira as cotações

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresenta forte desvalorização de 5,38% e atinge 8.118 pontos.

Ja o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, abre em forte baixa de 4,47%, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, cai 4,33%.

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o fechou a pontos e o
índice fechou chegando a pontos.


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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
S&P 500 -4,33 871 -29,34 -40,71
Nasdaq -4,47 1.572 -29,48 -40,74
Dow Jones -5,38 8.118 -27,96 -38,80