Wall Street abre em baixa, com queda de commodities e deterioração na manufatura

Cotações do petróleo e do ouro operam com variação negativa e afetam negociações; NY Empire State Index evidencia recessão

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SÃO PAULO – As principais bolsas norte-americanas abrem em baixa nesta segunda-feira (15), em sessão marcada pela divulgação de indicadores e recuo de commodities.

Dada a crença, por parte dos investidores, de que as altas recentes observadas no mercado de commodities não refletem uma melhora desta magnitude na demanda, as cotações do petróleo e do ouro operam com variação negativa na sessão. Como resposta, as ações da Chevron recuam 1,5%, assim como as de ConocoPhillips e Freeport-McMoRan Copper & Gold, com perdas respectivas de 2% e 2,5%.

Foi anunciado ao mercado o NY Empire State Index, responsável por avaliar como foi o desempenho da atividade manufatureira no estado de Nova York no decorrer de junho. Os 9,41 pontos negativos no período vieram pior que o esperado por analistas e mostraram aprofundamento da contração manufatureira na região, à medida que também ficou abaixo do apurado em maio.

Crédito e recomendações

“Sem catalisadores positivos no curto prazo para guiar as ações para o alto”. É com esta explicação que o Goldman Sachs justificou o rebaixamento da recomendação das ações do Wal-Mart, ao reduzir a sugestão de compra para neutro. Inseridos no cenário, os papéis da maior varejista do mundo operavam há instantes com desvalorização de 2% nas negociações de Wall Street.

Visando elevar o fluxo de capitais entre os países após a crise financeira, o Citigroup uniu forças com a International Finance Corporation – braço privado do Banco Mundial – para prover uma linha de crédito na casa de US$ 1,25 bilhão, com destino a bancos no Oriente Médio, Ásia e América Latina. Os papéis da instituição financeira recuam aproximadamente 1%.

Regulação

A fim de evitar perdas equivalentes a do ano passado, membros oficiais da administração Obama lançaram, em manuscrito no jornal The Washington Post, parte das medidas que reformarão o sistema financeiro norte-americano, como prévia ao plano oficial.

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“O objetivo é criar um regime regulador mais estável que seja flexível e efetivo; isto é, que seja capaz de assegurar os benefícios da inovação financeira, enquanto protege o sistema de seu próprio excesso”, escreveram Timothy Geithner e Lawrence Summers, secretário do Tesouro e diretor do Conselho Econômico Nacional, respectivamente. Além disso, uma maior regulação sobre os contratos de derivativos é certa.

Êxodo

Por último, a agenda econômica ganha relevância, com Net Foreign Purchases. O indicador mede as compras líquidas de ativos norte-americanos por estrangeiros no mês de abril e revelou forte recuo, ao listar balanço positivo de US$ 11,2 bilhões no período, abaixo dos US$ 55,4 bilhões em março. O êxodo de capitais com destino a mercados emergentes pode explicar em parte a demanda inferior àquela apurada anteriormente por ativos denominados em dólares.

Confira as cotações

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta desvalorização de 1,41% e atinge 933 pontos.

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Já o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, abre em baixa de 1,30%, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 1,15%.


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o fechou a pontos e o
índice fechou chegando a pontos.


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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nasdaq -1,15 1.837 +9,36 +16,51
Dow Jones -1,30 8.685 +5,04 -1,04
S&P 500 -1,41 933 +5,67 +3,28