Wall Street abre em baixa, afetada por indicadores ruins e declínio da Home Depot

Building Permits e Housing Starts ampliam preocupações em torno do setor imobiliário; varejista vê queda nas vendas e na receita

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SÃO PAULO – Após volatilidade nos mercados futuros, as principais bolsas dos EUA abrem em baixa nesta terça-feira (19), em sessão marcada pela divulgação de balanços contábeis e indicadores de peso, além da realização de lucros frente às altas expressivas vistas no último pregão.

Foi divulgada ao mercado a dupla de indicadores Building Permits e Housing Starts, responsáveis por medir o volume de permissões de construção de imóveis residenciais e o número de casas em construção, respectivamente.

Ambos indicadores surpreenderam negativamente as projeções dos analistas, tendo o primeiro marcado 458 mil casas e o segundo 494 mil, enquanto o mercado previa volume acima dos 500 mil para os dois.

Resultados e bancos

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Revelando seu resultado operacional, a Home Depot mostrou lucro líquido de US$ 514 milhões, ou US$ 0,30 por ação, no decorrer do primeiro trimestre, crescimento de 44,4% frente ao visto no mesmo período do ano passado. No entanto, tanto as vendas quanto a receita da companhia mostraram declínios próximos a 10, o que explica em parte a desvalorização de 2% dos papéis da varejista no pregão.

De olho na reputação nos mercados e a fim de dissipar qualquer chance de influência do Estado em seu gerenciamento, os bancos Goldman Sachs, Morgan Stanley e JPMorgan Chase almejam pagar o quanto antes os empréstimos do programa TARP (Troubled Asset Reflief Program) ao Tesouro dos EUA, conforme fontes próximas. Como resposta, papéis ligados ao setor financeiro sobem em Wall Street. Dentre as altas, ênfase para as ações de Bank of America (1%), Citigroup (1%) e Morgan Stanley (0,5%).

Reestruturação em foco

À beira da concordata, a General Motors detém quatorze dias para concretizar seu plano de reestruturação, de acordo com o prazo estipulado pela administração de Barack Obama. A montadora de Detroit visa diminuir suas dívidas de US$ 27 bilhões, via realização de concessões atingidas junto ao UAW (United Auto Workers) e fechamento de 40% das concessionárias nos EUA. Inseridas no cenário, as ações da automobilística sobem 1%.

Visando adequar suas operações à nova realidade, a American Express divulgou um novo plano de reestruturação operacional, almejando economizar US$ 800 milhões até o final deste ano. De acordo com comunicado divulgado pela companhia, a redução de custos será realizada através de cortes no quadro de funcionários, investimentos e gastos supérfluos, como viagens a executivos. Diante da expectativa benéfica pela renovação, os ativos da AmEx avançam cerca de 0,5%.

Confira as cotações

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta leve desvalorização de 0,42% e atinge 1.725 pontos.

Já o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em leve baixa de 0,31%, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,19%.

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o fechou a pontos e o
índice fechou chegando a pontos.


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%Var DiaPontos%Var 30D%Var Ano
Dow Jones-0,198.488+4,39-3,28
S&P 500-0,31907+4,29+0,41
Nasdaq-0,421.725+3,11+9,39