Wall Street abre com ganhos, comemorando disparadas de GM e BofA; confiança em alta

Papéis da montadora sobem por possível venda da Opel, enquanto banco levanta US$ 13,47 bi; VIX volta a mínimas de setembro

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SÃO PAULO – As principais bolsas norte-americanas abrem em alta nesta quarta-feira (20), em sessão marcada pela divulgação de balanços contábeis e fraca agenda econômica.

À beira de uma concordata, a General Motors recebeu três propostas diferentes de compra da divisão alemã Opel, conforme indicado pelo porta-voz Chris Preuss. Segundo fontes oficiais ligadas ao governo local, a canadense Magna International e a norte-americana Ripplewood Holdings realizaram aportes para adquirir a unidade europeia. Os papéis da GM disparam 7,5% em Wall Street.

Além dos efeitos benéficos da possível venda da Opel, os papéis da automobilística se beneficiam da especulação de que o Tesouro dos EUA realizará nova injeção na Gmac, braço financeiro da GM. Jornais de Detroit noticiam que o aporte poderá chegar a US$ 7,5 bilhões – o que ameniza rumores sobre a falência da montadora.

Liquidez e commodities

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De olho nos níveis de capital após os testes de estresse, o Bank of America conseguiu levantar US$ 13,47 bilhões em oferta pública de ações, através da emissão de 1,25 bilhão de papéis ao preço unitário de US$ 10,77. Com a oferta, o banco já se encontra na metade de sua trilha para atingir os US$ 33,9 bilhões requeridos pelo governo, dados os US$ 7,3 bilhões conseguidos na venda do China Construction Bank. A despeito da diluição acionária, os papéis do BofA sobem 6,5%.

Diante da expectativa de que haverá menor oferta de petróleo pelos incêndios registrados em refinarias do Texas, a cotação do óleo bruto em Londres marca variação positiva no pregão. Como resposta à oscilação do hidrocarboneto, os papéis da Exxon Mobil sobem 1%, em consonância com os da rival ConocoPhillips, com ganhos de 2%. Na mesma esteira, as ações da Freeport-McMoRan Copper & Gold avançam 3%.

Receitas declinantes

Em reflexo da fraca demanda por bens de consumo, a Hewlett-Packard acredita que sua receita líquida neste trimestre deve apresentar declínio de 2%, em relação aos três meses inicias do ano. Quanto às vendas, a tecnológica prevê montante na casa de US$ 26,8 bilhões – abaixo do estimado por analistas, que projetavam US$ 26,8 bilhões. Inseridas no cenário, as ações da HP recuam 3,5% no pregão.

A Toll Brothers, construtora de condomínios de luxo, afirmou que sua receita de construção de residências foi reduzida à metade no segundo trimestre fiscal. O volume de casas vendidas declinou 47%, em relação ao mesmo período do ano passado. A despeito do recuo, a companhia vê sinais de recuperação, dada a melhora na comparação trimestre a trimestre, o que explica em parte a valorização de 0,5% dos papéis em Wall Street.

Confiança volta à tona

Por último, cabe ressaltar que a volatilidade aparentemente se dissipa nos mercados, o que demonstra um pouco mais de confiança na recuperação da economia global pelos investidores. Como evidência, a volta do índice VIX (Volatility Index) aos mínimos de setembro último, em patamar equivalente ao pregão anterior à falência do Lehman Brothers.

Confira as cotações

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta valorização de 0,95% e atinge 917 pontos.

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Já o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, abre em alta de 0,63%, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,62%.


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o fechou a pontos e o
índice fechou chegando a pontos.


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%Var DiaPontos%Var 30D%Var Ano
S&P 500+0,95917+10,13+1,49
Nasdaq+0,631.746+8,54+10,68
Dow Jones+0,628.527+8,74-2,84