Wal-Mart vê avanço de 1,7% nas vendas do último mês, mas reduz guidance de lucro

Variação positiva aquém de suas próprias projeções; rendimentos inferiores previstos refletem em queda de 8,5% das ações

Por  Valter Outeiro da Silveira -

SÃO PAULO – Uma das poucas empresas norte-americanas a ver seu valor de mercado se ampliar durante o último ano, o Wal-Mart apresentou crescimento de 1,7% das vendas em dezembro, respeitável em tempos de baixo consumo, mas aquém de suas próprias expectativas, cujo teor apontava para incremento de 2,7%, no conceito “mesmas lojas” (unidades abertas há pelo menos um ano).

“Devido à dificuldade econômica e ao inverno severo em algumas regiões, a estação de férias foi mais desafiadora para os varejistas do que o esperado”, ponderou Eduardo Castro-Wright, vice-presidente da companhia, em comunicado anexo aos dados. “Estamos felizes que tivemos um tráfego positivo pelo terceiro mês consecutivo e que o Wal-Mart apresentou performance relativamente boa, dado o ambiente”, completou o executivo.

Horizonte preocupa

Se o presente é de ganhos, no horizonte a tendência é de piora, ao passo que a varejista cortou suas estimativas de ganhos por ação para o resultado operacional do último trimestre, reduzindo da projeção entre US$ 1,03 e US$ 1,07 para o intervalo de US$ 0,91 a US$ 0,94. Dentre as preocupações correntes, a valorização do dólar face às moedas de países emergentes e a mudança na tributação contábil se ressaltam no tocante ao Wal-Mart.

Por fim, dois tópicos merecem atenção: a abertura de onze novas unidades da varejista norte-americana no Brasil no decorrer do último mês – ritmo recorde desde sua entrada no mercado domestico em 1995; e a forte desvalorização de 8,5% dos papéis do Wal-Mart nas negociações de pré-market, precedentes da abertura de Wall Street.

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