Wal-Mart ignora recessão e lista avanço de 2,1% nas vendas de janeiro

Descontos oferecidos sintetizam motivos para otimismo, mas horizonte futuro preocupa; ações sobem 2,5% em Wall Street

Por  Valter Outeiro da Silveira -

SÃO PAULO – Destoando da tendência pessimista no varejo norte-americano – explicita pelos dados de Costco, Target e Sears – o Wal-Mart viu suas vendas no conceito “mesmas lojas” (unidades abertas há pelo menos um ano) apresentarem crescimento de 2,1% no decorrer de janeiro último.

Tal incremento no volume comercializado se fundamenta nos descontos oferecidos aos consumidores, ao passo que a sensibilidade da demanda ao preço no setor no curto prazo é relativamente elevada, embora o alto desemprego na maior economia do mundo pressione as restrições orçamentárias das famílias.

Frequência reduzida

No entanto, se o presente é otimista, o horizonte preocupa. Partindo desta premissa, a varejista afirma que não divulgará mais previsões mensais para as vendas, devido à volatilidade na tendência do consumidor. Em contrapartida, a companhia anunciará suas estimativas a cada 13 semanas, com frequência de quatro vezes ao ano.

Em sessão marcada por desvalorização nos índices acionários de Wall Street, os papéis do Wal-Mart reagem bem aos dados sobre vendas e operavam há instantes com alta aproximada de 2,5%.

Compartilhe