Wal-Mart enfrenta consumo em queda, mas vê vendas subirem 3,4% em novembro

Descontos oferecidos a bens de consumo eletrônicos, brinquedos e artigos natalinos fundamentam desempenho; ações sobem 2%

Por  Valter Outeiro da Silveira -

SÃO PAULO – Encarando a tendência declinante do consumo, o Wal-Mart superou suas próprias estimativas e viu suas vendas nos EUA crescerem 3,4% durante o mês de novembro no conceito “mesmas lojas” (unidades abertas há pelo menos um ano).

Tal surpresa positiva, dadas as projeções de incremento entre 1% e 3%, fundamenta-se nos descontos oferecidos a bens de consumo eletrônicos, brinquedos e artigos natalinos, além dos ganhos proporcionados pela Black Friday, data posterior a comemoração do feriado de Ação de Graças e caracterizada como o inicio do melhor período para as vendas varejistas.

Descontos ajudam

Se no Brasil já se observa uma menor propensão ao consumo, explicitada pelo recuo na inflação, no epicentro da crise financeira a aversão é exponencialmente maior, ao passo que a confiança dos norte-americanos se deteriora a cada indicador econômico desfavorável, com destaque para a elevada taxa de desemprego de 6,5% – maior desde 1994.

Diante desta conjuntura, a maior varejista do mundo afirmou no ultimo mês que reduzirá semanalmente os preços de seus produtos, enfatizando “artigos demandados por famílias e com alta necessidade de uso”. Os descontos variam de bens duráveis a de consumo imediato.

Performances discrepantes

Em adição, cabe ressaltar a diferença operacional entre as duas maiores varejistas dos EUA, dado que a Costco reportou queda de 5% em suas vendas no mesmo conceito “mesmas lojas”, justificando o declínio pela baixa do combustível e valorização do dólar face as principais moedas internacionais – exceto iene.

Por fim e, caminhando para Wall Street, o otimismo permanece: as ações do Wal-Mart operavam há instantes com valorização de 2%. Contudo, do outro lado do mercado, os papéis da Costco recuam 2% neste pregão.

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