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SÃO PAULO – No Mapa de Recomendações desta segunda-feira (1), aparece em destaque a Votorantim Corretora reiniciando cobertura para Petrobras (PETR3;PETR4) com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para ambas as classes de ações, possuindo preço-alvo de R$ 20,00 para os ativos PETR4 e R$ 18,00 para os papéis PETR3. Apesar de avaliar as ações como “baratas”, o analista Leonardo Alves possui uma perspectiva de curto prazo negativa para ambos os papéis, com preferência para as ações PETR4.
De acordo com Alves, as ações podem ser impactadas por estimativas mais baixas para o lucro, ocasionadas pelo real mais elevado e pelo ambiente político instável, o que pode tornar difíceis o aumento nos preços de combustíveis. Já para o longo prazo, a perspectiva é positiva, vendo o fraco desempenho recente dos preços das ações como uma oportunidade de compra.
Alves aponta que o alto capex (investimentos em bens de capital) projetado para os próximos 5-10 anos parece destinado a consumir o fluxo de caixa operacional da companhia. Por esta razão, a maior parte do valor esperado decorre do seu valor de perpetuidade, que é bastante sensível a pequenas alterações nas premissas básicas.
Além disso, a apreciação do dólar frente ao real é negativa para a companhia, devido ao seu impacto sobre a alavancagem e sobre o custo mais elevado da importação de combustíveis. Contribui ainda para este cenário a instabilidade política recente, que tornará mais difícil o reajuste nos preços. “Contudo, no prazo mais longo, nossa percepção é a de que o dólar mais forte representará um fator positivo para a empresa”, afirma.
Votorantim eleva preço-alvo de Cielo
A mesma corretora ainda elevou o preço-alvo para as ações da Cielo (CIEL3) – uma das melhores ações do Ibovespa no 1º semestre -, que passou de R$ 52,50 para R$ 57,50, mantendo a recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) para os ativos, destacando que a estratégia de longo prazo consistente e uma boa gestão sustentam o nível de valuation atual.
Contudo, apontam os analistas Renato Schuetz e Flavio Yoshida, a redução das informações divulgadas e a regulação ainda incerta são motivos de alerta. Nas últimas semanas, houve um aumento da pressão regulatória, com a Medida Provisória 615 estabelecendo o Banco Central como regulador da indústria de pagamentos. Contudo, avaliam, a expectativa é de que o BC não adote nenhuma medida drástica sobre as adquirentes como, por exemplo, estabelecimento de um teto das tarifas dos MDRs (Merchant Discount Rate) – taxa cobrada dos estabelecimentos comerciais por cada operação realizada.
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Por outro lado, Schuetz e Yoshida avaliam que a companhai vem apresentando uma performance operacional positiva, com crescimento saudável nos volumes de créditos e débito, resiliência no aluguel de máquinas de cartão e controle de custos e despesas. Neste cenário, a indústria dos meios de pagamento eletrônico continua com crescimento de dois dígitos, contribuindo para o crescimento da receita da companhia, mesmo em um cenário mais competitivo.
JPMorgan corta expectativas para 7 companhias de varejo
O JPMorgan cortou as suas estimativas para sete companhias do setor de varejo, dado o cenário mais fraco que deve ocorrer à frente. Desta forma, os analistas Andrea Teixeira, Joseph Giordano e Pedro Ludec reduziram a recomendação para as ações da Lojas Renner (LREN3) de overweight (exposição acima da média do mercado) para neutra, em meio à desaceleração das vendas frente ao primeiro trimestre.
Contudo, apontam os analistas, a companhia apresenta melhor execução, o que justifica o seu desempenho melhor na comparação com os seus pares, como Cia Hering (HGTX3), Guararapes (GUAR3) e Le Lis Blanc (LLIS3).
Em meio ao cenário econômico mais desafiador, considerada uma “perfeita tempestade” num ambiente de maior inflação, altas taxas e maio alavancagem, os analistas seguem preferindo nomes mais resilientes. São eles: Pão de Açúcar (PCAR4), Natura (NATU3) e Lojas Americanas (LAME4).
Teixeira, Giordano e Ludec apontam as vendas menos sujeitas a oscilações das três empresas, destacando que cerca de 57% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do Pão de Açúcar virão de alimentos em 2014, enquanto a Natura está entrando em um novo segmento de shampoos. Já no caso da Lojas Americanas, o histórico de vendas conta bastante a favor.
BES pessimista com Raia Drogasil e BR Pharma
Apesar do cenário positivo para o crescimento da receita, o analista Richard Cathcart iniciou a cobertura para as ações da Raia Drogasil (RADL3) e da Brasil Pharma (BPHA3) com visão negativa para as margens da indústria.
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Isso apesar da indústria brasileira se beneficiar com a mudança da dinâmica populacional, com o envelhecimento do população, aumento da renda real e o aumento da disponibilidade por medicamentos genéricos. De acordo com Catchcart, as margens brutas estão no auge e, assim, a tendência é de que elas passem a cair.
Além disso, o grande número de farmácias e a sobreposição entre as cadeias apresenta uma barreira estrutural a ganhos de margem significativos no longo prazo, aponta Cathcart. Desta forma, aponta, o consenso parece superestimar a expansão da margem potencial.
Com isso, o analista iniciou a cobertura para as ações da Raia Drogasil com recomendação de venda, possuindo preço-alvo de R$ 17,10 para os ativos e para a Brasil Pharma com recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 9,50.
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Goldman reitera recomendação para Gol…
Os analistas do Goldman Sachs, Tom Kim e Gregory Lum, reiteraram a recomendação neutra para os ativos da Gol (GOLL4), apesar do cenário negativo desenhado para a companhia nos últimos meses, em meio à desvalorização do real frente ao dólar.
De acordo com eles, a indústria ainda deve responder construtivamente através de uma maior capacidade de racionalização e de lucratividade, que devem sustentar a expansão das margens em 2014. Porém, os analistas reduziram o preço-alvo para os papéis, que passou de R$ 11,10 para R$ 9,50.
Conforme apontam os analistas, a expectativa é de que o tráfego volte a se recuperar a partir de 2014 e as margens devem se expandir em meio aos cortes de custos realizados, que devem ajudar nos números da receita líquida.
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…e elevam preço-alvo para Cemig
O Goldman reiterou ainda a recomendação de compra para as ações da Cemig (CMIG4) e elevaram o preço-alvo para o papel da companhia, que passou de R$ 28,00 para R$ 28,80. De acordo com os analistas Felipe Mattar, Sergio Conti, Bruno Pascon e Thiago Auzier os ativos CMIG4, que tiveram desempenho abaixo das outras companhias do setor desde o encontro com investidores, em 27 de maio, sofreram em meio ao impacto da revisão das tarifas no segmento de distribuição.
Outros fatores que influenciaram negativamente foram a capacidade de geração de fluxo de caixa seguidas da tarifa e a possibilidade de que ela não faça mais revisões dado o cenário de instabilidade política no Brasil. Por outro lado, apontam os analistas, a companhia é uma das melhores combinações de dividendos a níveis sustentáveis e um balancete bastante promissor para oportunidades de crescimento.
Bradesco reduz preço-alvo para Cetip
A Bradesco Corretora reduziu o preço-alvo para as ações da Cetip (CTIP3), que passou de R$ 32,60 para R$ 28,70, mas manteve a recomendação market perform (desempenho em linha com o mercado) para os ativos da companhia.
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Na visão dos analistas Rafael Frade, Carlos Firetti e Gustavo Lôbo, os eventos recentes aumentaram as preocupações acerca da tese de investimento da companhia, em meio à desaceleração do crédito e às maiores taxas de juros, que podem ter impacto significativo nas operações financeiras da Cetip.
Siderúrgicas têm apoio diminuído
No ano passado, uma série de medidas de emergência estabelecidas pelo governo levou a esperanças de que haveria uma melhora dos resultados das companhias siderúrgicas, levando a uma reclassificação dos preços das ações das siderúrgicas brasileiras. O real desvalorizado também trouxe esperança por parte de alguns observadores.
“Contudo, 2013 se mostrou expressivamente mais difícil para o setor, pois o consumo aparente de aço decepcionou e os recentes anúncios de aumentos de preço ainda não impactaram o demonstrativo de resultados. Para complicar ainda mais, os representantes do governo, em princípio, analisam agora formas de reduzir os preços do aço e de ajudar a controlar a inflação no país”, afirmam os analistas do HSBC, Leonardo Correa e Luiz Fornari.
Desta forma, eles mantêm uma atitude cautelosa em relação às siderúrgicas brasileiras, vendo riscos de descontos nos preços no segundo semestre de 2013. Enquanto a desvalorização do real é positiva para o grupo em teoria, porém os analistas não acreditam que o ambiente possa sustentar repasse do aumento de preços.
Neste cenário, a Usiminas (USIM3;USIM5) deve ser a mais afetada, que segue com recomendação neutra. Por outro lado, as ações da CSN (CSNA3) seguem com recomendação underweight, com preço-alvo de R$ 5,50 por ativo.
BTG reduz preço-alvo de Mills e cita cenário instável
Levando em consideração os recentes protestos, as ações do setor de infraestrutura sofreram, uma vez que os gastos públicos são colocados em xeque. Neste cenário, a Mills (MILS3) foi particularmente afetada, conforme destaca a equipe de análise do BTG Pactual, que manteve recomendação neutra para os ativos, mas que reduziu o preço-alvo de R$ 37,00 para R$ 35,00.
“Claramente, a Mills depende dos gastos públicos e privados em infraestrutura e pode sofrer com a menor visibilidade nos próximos anos”, afirmam os analistas Felipe Nüssli, Renato Mimica, JC Santos e Pedro Montenegro, destacano que as ações recentes de alguns governos estaduais adicionaram incerteza sobre leilões públicos. Já no governo federal, já foi sinaliza a intenção de congelar o aumento de pedágios programados para agosto.
Assim, avaliam, embora os desequilíbrios contratuais devam ser totalmente compensados, as alterações unilaterais podem manter os investidores afastados. Isto é particularmente preocupante dado os grandes pacotes de infraestrutura do governo. Por fim, apontam, a maior deterioração das contas do governo central também apresenta riscos para os gastos públicos em infraestrutura.
Com relação à ação da Mills, os analistas destacam que o nível de avaliação impede uma postura mias otimista, apesar do otimismo em termos de fundamentos. Por outro lado, a recente correção dos papéis pode criar um ponto de entrada interessante, acreditam.
BofA: boas razões para acreditar em Ultrapar
A Ultrapar (UGPA3) realizou encontro com o Bank of America Merrill Lynch, apresentando “razões bastante convincentes de porque a companhia continuará capaz de manter crescimento em 4 segmentos-chave pelos próximos 5 anos”. Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner compartilham dessa visão; porém, apontam, o mercado ainda segue com certo ceticismo.
Gann e Vegner destacam que o Ipiranga continuará crescendo fortemente, em meio à expansão do número de carros, além de ter aumento de margens com a menor evasão de taxas, expansão das lojas de conveniência AM-PM, oferecendo inclusive produtos de maior valor agregado e o maior foco na eficiência.
“Estamos cada vez mais convencidos do potencial da Ultrapar em mostar um forte impulso de negócios em 2013-2014, o que deve permitir um crescimento com taxas de lucro sólidas ao longo dos próximos anos”, afirmam, reiterando recomendação de compra para os ativos UGPA3 e preço-alvo de R$ 61,00.
Por fim, os analistas destacam que os negócios da Ultrapar possuem características defensivas, a empresa tem demonstrado uma forte disciplina de capital e tem um dos melhores registros de governança corporativa.