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SÃO PAULO – A Votorantim Metais voltou a divulgar paralisação nas compras de níquel fornecido pela mina baiana operada pela australiana Mirabela, depois de quebra de equipamento na unidade de Fortaleza de Minas, em Minas Gerais.
A Votorantim informou em comunicado nesta terça-feira que o principal transformador do forno elétrico de sua usina que produz mate de níquel para exportação quebrou e que por isso está incapacitada de continuar operando a instalação até a solução do problema.
A empresa não divulgou quando espera o retorno ao funcionamento do equipamento, mas havia informado no final de outubro que não pretendia rever decisão de fechar a unidade de Fortaleza de Minas por prazo indeterminado a partir deste mês.
A Votorantim havia anunciado no fim de setembro que iria interromper o contrato de compra de níquel da Mirabela a partir de novembro. Depois voltou atrás e informou que continuaria comprando o material até o fim do contrato, em 2014.
A Mirabela corre o risco de se tornar a primeira empresa australiana a entrar em default desde abril de 2009, segundo o IFR, serviço da Thomson Reuters. A empresa tinha contratado empréstimo de 50 milhões de dólares com o Bradesco garantido por recebíveis da Votorantim.
No comunicado desta quinta-feira, a Votorantim Metais afirma que “entende que tal ocorrência (quebra do equipamento) caracteriza motivo de força maior e, portanto, encontra-se incapacitada de adquirir os volumes indicados no aditivo recentemente firmado entre as partes”.
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A companhia acrescentou que “está empenhando todos os esforços para buscar alternativas técnicas para solucionar a ocorrência, bem como apoiar Mirabela na logística para exportação do volume previsto no aditivo”.
O aumento na produção chinesa de níquel pressionou os preços do metal, causando desequilíbrio econômico-financeiro da operação, segundo a Votorantim. Os futuros de três meses do níquel despencaram de 29.700 dólares por tonelada métrica, em novembro de 2011, para cerca de 14.325 dólares.