Volume de captações deverá aumentar com Novo Mercado de renda fixa, diz Anbima

Especialistas apontam o momento como ideal para criação do novo mercado, com emissores de grande potencial interessados

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SÃO PAULO – O principal ponto levantado durante o 6º Congresso Anbima de Fundos de Investimento, realizado nesta quarta-feira (18), foi a necessidade de mudanças institucionais e tributárias a fim de estimular emissores e investidores a buscar um novo ponto de equilibrio no mercado de renda fixa, explica Rodrigo Azevedo, diretor da Anbima (Associação Brasilei das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

De acordo com o diretor, “a ideia é criar um Novo Mercado”, onde os custos de transação serão mais baixos e existirá uma maior transparência de preços e liquidez. Ademais, Azevedo citou que este mercado também será caracterizado por ter maiores prazos e volumes negociados.

Cenário positivo para criação do Novo Mercado
De acordo com o economista Armando Castelar, o Banco Central e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) serão essenciais para ajudar a concretizar as propostas necessárias para a criação desse Novo Mercado, além de aumentarem a participação do mercado de capitais em investimentos mais extensos.

Complementando a visão do economista, a superintendente da área de pesquisa e acompanhamento do BNDES, Ernani Teixeira, apontou que o atual cenário é positivo para a criação do Novo Mercado, já que as taxas de investimento deverão superar 20% do PIB (Produto Interno Bruto) até o final do próximo ano. Além disso, Demian Fiocca, coordenador do Comitê Financeiro da ABDIB (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base), aponta que existirão emissores interessados em realizar empreendimentos no Novo Mercado.

Desafios à vista
Contudo, Castelar aponta que existem desafios para o estabelecimento pleno do Novo Mercado. Segundo o economista, “o desafio é fazer com que o mercado de capitais possa desempenhar um papel estratégico nos investimentos de longo prazo”.

Já para o superintendente do Banco Votorantim e vice-presidente da Anbima, Alberto Kiraly, o maior desafio a ser vencido se trata da necessidade de ampliação do acesso a novos participantes, tendo em vista que com maior facilidade de acesso será possível expandir o potencial de investimento.