Voltando para R$ 1,942, dólar cai sentindo peso dos indicadores dos EUA

Porém, analista diz que noticiário ainda é muito divergente e que instabilidade no mercado de câmbio deve prosseguir

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SÃO PAULO – Apontando grande volatilidade, o dólar comercial inverteu o sentido apontado na abertura desta sexta-feira (11), e opera em queda de 0,48%, cotado a R$ 1,942. “Os indicadores tendem a continuar mutantes e não sustentáveis, motivando oportunos movimentos oscilantes, mas não há como se delinear perspectivas de recuperação efetiva de ritmo das principais economias”, diz o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sindei Nehme.

Assim, motivando a queda da divisa, foi divulgado o índice de preços ao produtor dos EUA, apontou deflação de 0,2% em abril, inferior ao consenso de estabilidade. Enquanto isso, o Core PPI, que exclui produtos mais voláteis, como combustíveis e alimentos, subiu 0,2% no mesmo período, em linha com as estimativas. Por sua vez, a confiança do consumidor norte-americano veio melhor do que o esperado em maio, registrando 77,8 pontos.

Noticiário menos positivo
Na outra ponta, na China, foi divulgada a produção industrial do país, que aumentou 9,3% em abril – o número mais fraco desde maio de 2009. Do mesmo modo, as vendas no varejo passaram de 15,2% para 14,1% e os investimentos em ativos fixos mostrou uma alta de 20,2% nos quatro primeiros meses do ano, o menor ritmo desde dezembro de 2002. Dados do setor imobiliário também não foram animadores, com destaque para o investimento no setor, cujo crescimento desacelerou de 19,6% para 9,2% no mês.

Na Europa, além do impasse político grego, a Espanha poderá apresentar um déficit público de 6,4% em 2012, superior ao previsto, e uma contração do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,8% neste ano e 0,3% em 2013, segundo informou a Comissão Europeia nesta sexta-feira. Antes, a meta fixada por Bruxelas para o déficit do PIB era de 5,3%.

Tendências
Sobre o movimento da divisa, o especialista diz que as instabilidades devem seguir, mas com tendência de alta do dólar e queda do fluxo cambial.

“O fato de a nossa moeda estar mais uma vez fora dos parâmetros, quando cai é a maior queda e quando sobe é a maior alta, decorre do preço da moeda americana no país ter sido formado pelo mercado de derivativos, com apoio do próprio Governo para apreciá-la, e agora no afã de desvalorizá-la o mercado de derivativos foi travado normativamente na sua operacionalidade”, conclui Nehme.