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A Volkswagen reportou nesta sexta-feira uma queda de 8,6% nas entregas globais de veículos no segundo trimestre, o maior declínio para um trimestre em quatro anos, devido a uma forte retração na China que superou os aumentos na América do Norte e na Europa.
As entregas, um indicador importante das vendas, caíram para 2,077 milhões de veículos no trimestre.
‘A situação na China continua desafiadora, onde não conseguimos evitar uma queda significativa de cerca de 20% no mercado total’, disse Marco Schubert, membro do comitê executivo ampliado de vendas da Volkswagen, em um comunicado.
A queda nas entregas, a maior desde o declínio de 22,4% no segundo trimestre de 2022, destaca os desafios enfrentados pela maior montadora da Europa, um dia depois de representantes dos trabalhadores barrarem um amplo plano de reestruturação proposto pelo presidente-executivo da empresa, Oliver Blume.
As entregas na China, o maior mercado da Volkswagen, caíram 36,6% no trimestre. Em contrapartida, aumentaram 7,7% na América do Norte, 1,8% na Europa Ocidental e 6,7% na Europa Central e Oriental, informou a montadora em comunicado.
A queda na China foi a mais acentuada em um trimestre para a Volkswagen naquele país desde o quarto trimestre de 2021, afirmou um porta-voz.
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A Volkswagen espera que seu esforço de eletrificação na China ganhe impulso ainda este ano, com o lançamento de modelos desenvolvidos localmente sob sua estratégia ‘Na China, para a China’. Mais de 20 modelos de veículos de novas energias devem ser lançados na China este ano, afirmou o porta-voz.
(Reportagem de Amir Orusov)