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A Volkswagen reduziu sua projeção de lucro para o ano após sinalizar cerca de 10 bilhões de euros em baixas contábeis por desvalorização de ativos, ligadas à sua participação na Porsche, ao cenário mais difícil de vendas na China e aos custos de reestruturação. A montadora alemã afirmou nesta sexta-feira que agora espera uma margem operacional de até 1% em 2026, abaixo da estimativa anterior, de 4% a 5,5%. O anúncio, feito pouco antes do fechamento do mercado na Alemanha, derrubou as ações da Volkswagen em mais de 5% em Frankfurt.
O alerta ocorre em meio a desafios como tarifas dos Estados Unidos, aumento de custos de fabricação e concorrência mais intensa de montadoras chinesas, tanto na China quanto na Europa. No início do mês, o conselho de supervisão da empresa aprovou um plano para dobrar os cortes de empregos para 100 mil e reduzir pela metade o portfólio de modelos, na tentativa de preservar competitividade.

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A Volkswagen disse que uma piora adicional das condições de mercado – sobretudo na China – e uma mudança da demanda em favor de veículos elétricos (EVs, em inglês) a bateria devem pressionar os resultados, especialmente nas marcas Audi e Volkswagen.
Segundo a companhia, novas premissas sobre as perspectivas da Porsche levarão a uma baixa contábil de cerca de 6 bilhões de euros. A Volkswagen possui mais de 75% da fabricante de esportivos, que enfrenta dificuldades como uma aposta elevada em veículos elétricos que não trouxe o retorno esperado, além de tarifas nos EUA e queda de demanda na China.
A montadora também informou que fará mais 2 bilhões de euros em baixas contábeis no segundo semestre, devido ao mercado chinês e a custos de reestruturação relacionados a programas de aposentadoria antecipada e à venda planejada da fábrica de Osnabrück, na Alemanha. A empresa havia anunciado neste mês que venderá a unidade à israelense Aurelius Capital e ao Estado da Baixa Saxônia, que pretendem reaproveitar o local para fabricar equipamentos de defesa.
No total, a Volkswagen estimou que os impactos de 10 bilhões de euros vão reduzir o lucro operacional em 2026, sendo que 900 milhões de euros já foram registrados no primeiro semestre. A empresa disse ainda que agora projeta queda de receita para cerca de 315 bilhões de euros, ante 321,9 bilhões de euros em 2025, e que o cenário considera tarifas inalteradas e não incorpora possíveis impactos futuros da guerra no Oriente Médio. O relatório do terceiro trimestre será divulgado em 29 de outubro. Fonte: Dow Jones Newswires.
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