Volatilidade é transitória, mas Copom reafirma cautela diante das incertezas

Ata do Copom revelou que o cenário permanece favorável, mas mudanças efetivas levarão à adequação da política monetária

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SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou nesta quinta-feira, dia 08 de junho, a ata da reunião realizada nos dias 30 e 31 de maio, quando a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juro brasileira, a Selic, em 50 pontos base, para 15,25% ao ano.

A despeito da volatilidade observada nos mercados financeiros internacionais e do elevado patamar dos preços do petróleo, a autoridade monetária revelou que o cenário externo permanece favorável. Contudo, embora considere a volatilidade um evento transitório, decorrente das incertezas do mercado, o comitê revelou que este cenário poderá dificultar a coordenação das expectativas dos agentes privados.

Desta maneira, o comitê afirmou que se manterá “especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos”, de maneira que se houver uma exacerbação de riscos que afete o cenário para a trajetória da inflação, a estratégia de política monetária será adequada ao novo cenário.

Cortes na Selic ainda não se refletiram por completo

Sendo assim, mantendo o tom conservador, o comitê revelou que acredita que os cortes implementados na Selic desde setembro de 2005 ainda não se refletiram completamente sobre os preços e, em função das conquistas já obtidas no combate à inflação, é possível que o processo de “flexibilização adicional da política monetária seja conduzido com maior parcimônia”.

A autoridade monetária completa ainda que a maior cautela na condução da política monetária torna-se ainda mais importante à medida que se leva em consideração que suas próximas decisões deverão ter impactos mais concentrados no próximo ano.

No que se refere à atividade econômica, assim como no caso da inflação, a redução de 400 pontos base na Selic, desde setembro de 2005, ainda não se refletiu por completo, de maneira que esse fator somado aos efeitos do aumento do salário mínimo e impulsos fiscais deverão contribuir para a expansão da demanda agregada.