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SÃO PAULO – O indicador de risco-País avançou 4 pontos-base, atingindo 230 pontos nesta segunda-feira (12). A alta refletiu a forte oscilação dos mercados internacionais nesta data, marcado pelo risco de um default na Grécia e pelos anúncios sobre novos impostos para combater o déficit fiscal no país, além da preocupação dos investidores com um possível rebaixamento do rating dos bancos franceses esta semana pela agência de classificação de risco Moody’s.
Já no cenário doméstico, o relatório Focus, divulgado nesta segunda, contribuiu para o clima de incertezas entre os investidores no País, ao apresentar um aumento nas projeções inflacionárias para 2011, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), de 6,38% na semana anterior para 6,45% nesta. Além das perspectivas de recuo do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,67% para 3,56% este ano.
Referências Internacionais
O euro atingiu a maior queda nesta madrugada desde fevereiro de 2011, com o crescente receio da Grécia não conseguir cumprir suas obrigações financeiras e declarar default. Além disso, o ministro de finanças grego, Evangelos Venizelos, revelou durante o final da semana que o PIB daquele país deverá registrar contração maior do que a projetada, de 5,3%.
Além disso, os investidores refletiram as especulações de que a agência de classificação de risco Moody’s poderá rebaixar o rating dos bancos franceses durante essa semana, interferindo na confiança do mercado sobre a econômica global e sua capacidade de reverter as perspectivas pessimistas de crescimento.
Agenda nacional
Os dados divulgados no relatório Focus desta segunda apontaram para sinais de desaceleração do mercado nacional, com a diminuição na taxa de crescimento do PIB brasileiro para este ano, além do avanço nas projeções inflacionárias para o mesmo período. Por fim, ainda é aguardado uma taxa Selic de 11% ao ano, em relação aos 12,38% da semana anterior.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,22% na noite desta segunda-feira, cotado a 136,41 centavos de dólar.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 230 pontos base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.