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SÃO PAULO – Em resposta à melhora do cenário externo, com as principais bolsas internacionais dando trégua à volatilidade dos últimos dias, o dólar comercial se ajustou à valorização acumulada nas duas últimas sessões e encerrou as negociações nesta quinta-feira em acentuada queda.
Na ausência de dados relevantes da cena doméstica, as atenções dos investidores estiveram voltadas para a evolução dos mercados norte-americanos, para os indicadores econômicos dos EUA e para os dados referentes ao mercado de crédito imobiliário subprime, desencadeador da turbulência que prevaleceu na esfera global nos últimos dias.
Dentre os números anunciados nos EUA nesta quinta-feira, destaque ao Factory Orders, que mede o volume de encomendas à indústria dos EUA. Após recuar 0,5% em maio, o indicador apontou avanço de 0,6% em junho, inferior ao 1% esperado pelo mercado. O Initial Claims, que mostrou o crescimento menor do que o previsto do número de pedidos de auxílio-desemprego feitos pela primeira vez nos EUA na última semana, também esteve em evidência.
BC comprou dólares a taxa de corte de R$ 1,8730
Mantendo sua rotina de intervenções no mercado cambial, o Banco Central realizou seu tradicional leilão de compra de dólares à vista. Com taxa de corte definida em R$ 1,8730, a autoridade monetária aceitou, segundo fontes de mercado, ao menos seis propostas.
Na próxima sexta-feira, os números do Employment Report, relatório que compila dados do mercado de trabalho norte-americano, estarão na mira dos investidores. Na opinião de analistas, apesar da melhora no cenário global vista nesta sessão, os temores com o subprime seguem presentes e podem trazer volatilidade adicional aos mercados.
Dólar comercial encerra o dia no vermelho
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8740 na compra e R$ 1,8750
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na venda, forte baixa de 0,90% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0900, representando um ágio de 11,53%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,42% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 12,26%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.883,
forte baixa de 0,92% em relação ao fechamento
de R$ 1.900
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,79%,
atingindo R$ 1.886 frente
à R$ 1.901 do fechamento de
quarta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,8745.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 6,07% para outubro de 2007, alta de 0,06 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.