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SÃO PAULO – Que o Brasil tem alta carga tributária, o que faz com que os produtos se tornem mais caros para o consumidor final, não é novidade. Mas é exatamente por este motivo que produtores do País inteiro brigam pela redução de impostos em seus produtos.
E não podia ser diferente no ramo de bebidas. Pequenos produtores de refrigerantes e de cachaça lutam por uma redução na carga, para que seus produtos se tornem mais competitivos.
Você sabe quanto paga de imposto pela cachaça?
Encontrada em qualquer bar, padaria ou supermercado e 100% brasileira, a cachaça, mesmo assim, segundo o Diário do Comércio, tem alta tributação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o consumidor paga 83,07% de impostos sobre o preço final do produto.
Os fabricantes de cachaça são, em sua maioria, alambiques artesanais e informais, os quais argumentam que, caso o setor puder voltar a optar pelo Simples ou se o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) do segmento for calculado com base no teor alcoólico os negócios seriam estimulados e a arrecadação tributária aumentaria.
E quanto paga em refrigerantes?
Mesmo que os impostos não tenham o impacto que têm na aguardente, os produtores de refrigerantes lutam pela redução da carga tributária. Um estudo da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) mostra que a tributação do setor é maior para as empresas de pequeno porte.
E essa elevada carga tributária também acaba pesando mais no bolso da população de menor renda, que consome em maior escala os refrigerantes de marcas menos famosas. Os consumidores chegam a pagar 47% do valor do produto em impostos.
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Outras bebidas
Para que você tenha noção de quanto paga de impostos nas bebidas que consome, pense que a incidência mais baixa da carga tributária está na água de coco, pela qual paga-se 35% em impostos. Já na água mineral, este valor sobe para 45% e, na bebida típica da festa junina, o quentão, 62,76%.