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A Telefônica Brasil (VIVT3) reportou lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Apesar do resultado representar uma alta em relação ao mesmo período no ano passado, o balanço esteve abaixo do esperado do mercado. E os investidores reagiram: ao longo da manhã desta segunda-feira (11), a ação da companhia despencou mais de 6%.
No fechamento da sessão, ação VIVT3 recuou 5,87%, negociada a R$ 36,11. Na mínima do dia até então, o valor chegou a 35,49, ou queda acima de 6%.

Copasa (CSMG3) tem baixa de 14,1% no lucro no 1T, para R$ 368 milhões
EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 787 milhões, retração de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior

Telefônica Brasil tem lucro líquido de R$ 1,26 bi no 1º trimestre, alta anual de 19%
Resultado operacional medido pelo Ebitda ficou em R$6,21 bilhões, 8,9% acima do apurado no primeiro trimestre de 2025
De acordo com os analistas da JPMorgan, os resultados sofreram, parcialmente, com a desaceleração temporária no ritmo de vendas de ativos. Além disso, as margens orgânicas menores e despesas de leasing (contratos de aluguel/arrendamento) acima do esperado, pressionaram o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).
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Pressões nos resultados
Na receita, o segmento móvel veio em linha, com evolução sólida no pré-pago, mas com desaceleração no pós-pago. Segundo os analistas, o fixo ficou um pouco abaixo das expectativas, respondendo às receitas digitais B2B mais fracas do que o esperado.
A receita do pré-pago segue em trajetória de melhora, mas ainda em níveis negativos. Ao final do 1T26, o nível chegou a -1,0%, contra os -3,9% do último trimestre do ano passado e ainda melhor que os -11,4% do 1T25. De acordo com a própria companhia, a recuperação é uma resposta das iniciativas de monetização.
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Segundo o Bradesco BBI, um dos motivos que também podem ter contribuído com a reação dos investidores é o resultado das margens Ebitda. Depois de um período de forte expansão, os reportes ficaram amplamente estáveis em relação ao 4T.
Os analistas do banco explicam que o desempenho foi negativamente impactado por despesas com pessoal, comerciais, infraestrutura (infra) e inadimplência acima do esperado.
Ainda assim, mesmo com a desaceleração sequencial das receitas e da margem abaixo das projeções, o BBI destaca que os resultados permaneceram sólidos em termos absolutos. O Ebitda-AL (após despesas de leasing) cresceu 9,7% ao ano.