Vivara: XP reitera compra para VIVA3 e destaca 4 pontos no radar dos investidores

Após os resultados do 3T25, a XP aponta quatro temas que considera centrais para a tese de investimento em Vivara

Felipe Moreira

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A XP Investimentos reiterou recomendação de compra para ações da Vivara (VIVA3) ao avaliar que os fundamentos continuam sólidos e que a governança da rede de joalherias vem melhorando.

Segundo a corretora ressaltou em relatório, o momento operacional deve permanecer favorável, sustentado pelo forte crescimento da receita e pela expansão da margem bruta. O preço-alvo é de R$ 42 para o final de 2026, o que representa um potencial de valorização de 18,4% frente a cotação de fechamento da última terça-feira (2) de R$ 35,46.

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Embora as matérias-primas estejam em alta no acumulado do ano, a XP vê espaço para a empresa lidar com isso por meio do desenvolvimento de produtos, internalização da produção e precificação.

Além disso, a XP espera que a Vivara tenha um bom desempenho no quarto trimestre de 2025, o que deve apoiar a redução dos estoques e, assim, melhorar a dinâmica do capital de giro e fluxo de caixa livre.

4 temas monitorados pelos investidores

Após os resultados do 3T25, a XP aponta quatro temas que considera centrais para a tese de investimento em Vivara:

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  1. Dinâmica de estoques e geração de caixa: a corretora vê este ponto como a principal preocupação do mercado. A expectativa é de redução no número de dias de estoque no 4T, embora o volume nominal siga elevado, com alta projetada de 9% na comparação anual. A XP prevê queda gradual ao longo de 2026, com retorno aos níveis históricos apenas em 2027. Com isso, a empresa deve voltar à posição de caixa líquido até o fim de 2026.

2. Crescimento da receita: a XP projeta vendas ainda sólidas. A Life deve acelerar, mantendo uma proposta de valor acessível e apoiada por campanhas promocionais para impulsionar volume. Novas linhas (Duo, Prata e Diamantes de Laboratório), somadas à realocação contínua de estoques, devem sustentar um desempenho consistente na Vivara.

3. Expansão de margens: a expectativa é de que a margem bruta siga como uma alavanca relevante até 2026, com ganhos decorrentes de eficiência industrial e melhor mix de produtos. A alavancagem operacional também deve contribuir para a expansão da margem Ebitda (Ebitda = lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações).

4. Benefícios fiscais: após um impacto expressivo no 3T, a XP projeta normalização nos próximos trimestres. As tendências devem ser semelhantes entre receita bruta e líquida em 2026, embora haja possíveis oscilações trimestrais devido ao aumento da produção e às diferentes bases de comparação.

Projeções

A XP Investimentos aumentou as estimativas de Ebitda e lucro líquido em 11% e 7% em 2025, respectivamente. As revisões foram sustentadas por (i) resultados recentes; (ii) novas premissas macroeconômicas e custo de capital; e (iii) dinâmicas mais fortes de crescimento e margens.