Vivara (VIVA3) tem outro trimestre “impressionante”, com Life puxando resultados (e surpreendendo)

Segmento de prata da companhia, com tickets menores, vem puxando vendas e rentabilidade nos últimos trimestres

Vitor Azevedo

Vivara é uma das principais marcas de jóias do Brasil. Foto: Divulgação

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A Vivara (VIVA3) teve, de acordo com analistas, mais um trimestre “impressionante” entre abril e junho deste ano, puxado, principalmente, pelos resultados da sua subsidiária do segmento de prata – a Life. A companhia divulgou seu resultado na noite dessa segunda-feira (7). Às 12h50 (horário de Brasília) da sessão desta terça-feira pós balanço, a ação subia 4,04%, a R$ 31,15.

“A Vivara entregou outro conjunto impressionante de resultados trimestrais, superando nossas projeções para margens brutas e Ebitda [Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês] em 10 e 120 pontos-base, respectivamente”, diz o time do Itaú BBA, liderado por Thiago Macruz.

O Ebitda ajustado foi de R$ 132,4 milhões, crescimento anual de 32,3%, com a margem Ebitda em 32,3%, alta de 2,3 pontos percentuais na mesma comparação. O lucro bruto da varejista foi de R$ 390,1 milhões, com margem de 69,7%, alta de 2,1 pontos.

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O destaque, segundo o banco, foi mais uma vez a Life, com “um desempenho excepcional”. A receita da marca cresceu 37,5% na comparação com o segundo trimestre de 2022, para R$ 244,5 milhões, apoiado pela abertura de 41 novas lojas independentes nos últimos 12 meses. O faturamento total da companhia, por sua vez, cresceu 19,3%, para R$ 559,9 milhões.

O JP Morgan, com time encabeçado por Joseph Giordano, foi no mesmo caminho.

“A Vivara reportou fortes resultados, com o lucro ajustado, de R$ 110 milhões, superando nosso consenso em 19% e o consenso do mercado em 14%”, falam. “No geral, os resultados foram sustentados por uma combinação de margens mais ricas, provenientes de vendas mais altas da Life e que resultaram em uma expansão da margem bruta, compensando as despesas de venda mais altas do que o esperado devido ao plano de expansão acelerada”.

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A Life abriu sete novas lojas no segundo trimestre, totalizando 84 unidades e representando cerca de 17% da receita total do grupo. No mesmo período do ano passado, esse número era 8,9 pontos percentuais menor.

“Como as margens da Life são melhores que a Vivara (em torno de 10 pontos percentuais a mais de margem bruta), o sucesso da Life tem sido acretivo para o grupo em termos de rentabilidade”, diz Richard Camargo, analista da Empiricus Research. “Como esperado, a Life continua ganhando penetração nas vendas totais, principalmente por conta da alta de 211 pontos-base de aumento da margem bruta”, fala a equipe do Bradesco BBI, chefiada por Ruben Couto.

Os próprios executivos da Vivara, durante a teleconferência de resultados, afirmaram estar surpresos com a velocidade da maturação das novas lojas.

“Olhando lojas da Life e sua rápida maturação, que é surpreendente, podemos falar de novas aberturas mais para frente. Está no nosso pipeline observar uma expansão. Os resultados estão bons”, disse o diretor executivo (CEO), Paulo Kruglensky.

A companhia, contudo, não sabe qual será o teto para a expansão da Life por agora – tendo apenas o piso. No primeiro momento, a Life continua a expandir para shoppings de classe A e B, com 40 lojas para abrir no segundo trimestre, e está de olho também em shoppings com um público de menor renda, onde já colocou projetos pilotos, e em lojas de rua.

A abertura de lojas, no entanto, pesou um pouco no capital de giro da companhia – um dos poucos pontos apontados com atenção por analistas.

“Estamos ainda em um ano de mudança de fábrica. Temos toda uma antecipação da produção, principalmente para as principais sazonalidades. Estamos carregando matéria prima e produto acabado, por conta disso”, comenta, sobre níveis de estoques”, explicou Otavio Lyra, diretor financeiro (CFO) da Vivara. “Tudo isso somado, estamos em um momento, sim, de pensar em eficiência desse nível de carrego de estoques. Acreditamos, no entanto, que devemos melhorar os níveis ainda neste ano. Faremos ajustes pontuais”.

Por fim, após a expansão da Life, a Vivara destaca que vislumbra expandir para outros segmentos.

” Estamos abertos a observar M&As que possam ajudar na nossa consolidação. Tem um mercado no topo da pirâmide no qual a Vivara não tem atratividade e tem um mercado abaixo em que também não estamos. Temos oportunidades dos dois lados”, falou Kruglensky,