Distribuição de combustíveis

Vibra (VBBR3) lucra R$ 1,025 bi no 4º trimestre, queda de 67,4% na base anual

Empresa registrou aumento no volume de vendas de diesel, combustíveis de aviação e óleo combustíveis

Por  Felipe Moreira

A Vibra (VBBR3) registrou lucro líquido de R$ 1,025 bilhão no quarto trimestre de 2021 (4T21), o que representa uma diminuição de 67,4% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado caiu 1,1%, totalizando R$ 1,598 bilhão.

Já a margem Ebitda ajustado atingiu 4,1% no período, baixa de 2,6 p.p. frente a margem registrada em 4T20.

A receita líquida somou R$ 39,271 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, alta de 61,6% na comparação com igual etapa de 2020.

O volume de vendas atingiu 9,9 milhões de m3 no quarto trimestre de 2021, recuo de 3% em relação ao mesmo período de 2020, principalmente em razão das menores vendas de coque (-85%) e ciclo Otto (-5%), parcialmente compensados por maiores volumes de diesel (+6%), combustíveis de aviação (+31%) e óleo combustíveis (+27%).

Mais dados do balanço da Vibra (VBBR3)

O lucro bruto totalizou R$ 2,172 bilhões no 4T21, um aumento de 42,1% em relação ao mesmo trimestre de 2020, em razão de maiores ganhos com inventários e maiores margens média de comercialização.

A margem bruta atingiu 5,5% no último trimestre de 2021, queda de 0,8 p.p. na comparação anual.

As despesas operacionais ajustadas da Vibra somaram R$ 638 milhões no último trimestre de 2021, redução de 1,5% frente às despesas do mesmo trimestre de 2020.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 807 milhões no 4T21, avanço de 209,2% frente aos ganhos financeiros do 4T20.

Dívida

A dívida líquida da Vibra ficou em R$ 10,111 bilhões no final de dezembro de 2021, crescimento de 115,5% em relação ao mesmo período de 2020.

O aumento da dívida líquida ocorreu devido, principalmente, ao financiamento adquirido para aquisição da Comerc (R$ 2 bilhões), pagamento de R$ 0,5 bilhão aos acionistas sob a forma de dividendos e juros sobre capital próprio, e também pela execução de R$ 917 milhões no programa de recompra.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 2 vezes em dezembro/21, uma elevação de 0,8 vez em relação ao mesmo período de 2020.

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