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SÃO PAULO – O governo da Venezuela confirmou na terça-feira (10) que irá liberar parcialmente o câmbio, de modo que agora os venezuelanos passarão a poder comprar e vender dólares nas casas de câmbio como ocorre em qualquer país. A abertura promovida pelo governo de Nicolás Maduro tem como objetivo reduzir o déficit fiscal que já está em 15% do PIB (Produto Interno Bruto).
Autoridades venezuelanas, contudo, garantiram que 70% dos bens básicos como alimentos e medicamentos continuarão com a taxa de 6,30 bolívares por dólar. Já quem pretende importar outros produtos poderão usar o câmbio chamado Sicad, que começará operando a 12 bolívares para cada dólar, flutuando dentro de uma banda determinada pelo governo.
A Venezuela enfrente atualmente uma grave crise em sua economia com um quadro que mistura recessão, inflação (em 60% ao ano em 2014) e racionamento e de produtos básicos. Recentemente foi até noticiado que o preço dos preservativos custa o mesmo que um iPhone nos Estados Unidos.
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Entre os principais motivos para esta crise está a queda livre dos preços do petróleo, principal produto de exportação do país, e que saiu de um patamar de US$ 106 em junho de 2014 para US$ 50 neste início de 2015.