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SÃO PAULO – O Departamento de Comércio divulgou há pouco o nível de vendas e estoques das empresas norte-americanas referentes ao mês de novembro. As vendas superaram as estimativas do mercado, com uma retração maior que a esperada e queda dos estoques também mais forte que a projeção inicial.
Estoques apresentam maior queda em nove anos
Os estoques das empresas norte-americanas somaram em novembro US$ 1,142 trilhão, o que representa uma queda de 1,0% em relação ao mês anterior, registrando a maior retração dos estoques desde a criação do índice, há nove anos. O mercado esperava por uma queda bem mais modesta de 0,6%. No mês de outubro o índice revisado registrou queda de 1,6%.
A retração nos estoques das empresas ocorre em virtude da queda na produção industrial. A menor produção leva um efeito em cadeia levando as empresas a diminuírem seus estoques também. Os produtores registraram queda de 0,6% no mês de novembro depois de um aumento de 2,3% no mês de outubro. Os estoques apresentaram um recuo de 0,9% em novembro diante de uma queda de 0,7% no mês anterior.
Após forte crescimento em outubro, varejo volta a registrar queda
O setor varejista foi o destaque. Depois de ter registrado crescimento de 6,9% em outubro, o setor registrou uma queda acentuada de 3,4% nas vendas do mês de novembro, enquanto os estoques recuaram 1,0% no mês de novembro ante um recuo de 2,9% no mês anterior. As principais quedas no setor varejista foram nos segmentos de vendas de automóveis, de materiais de construção e de vestuário. As vendas de automóveis tinham registrado no mês de outubro crescimento acentuado, com vendas superiores a US$ 85,7 bilhões enquanto no mês de novembro o setor apresentou vendas no valor de apenas US$ 76,8 bilhões.
Relação entre estoques e vendas caiu para 1,39
Em novembro, as vendas combinadas do comércio com as entregas do setor manufatureiro atingiram US$ 818 bilhões, o que representa um recuo da relação entre estoques e vendas para 1,39, a menor em quase 10 anos. No mesmo mês do ano anterior o índice havia registrado recuo de 1,43. A relação apresentou queda tanto no estoque como na produção o que pode indicar que a indústria ainda não acredita numa recuperação rápida da economia americana. A retomada do crescimento da economia dos EUA é importante, pois pode motivar os consumidores a ter maior confiança na economia, aumentando os gastos no consumo.