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SÃO PAULO – O alto custo da gasolina, que já passa da faixa dos R$ 2,00 por litro em diversos postos da capital, tem contribuído para o crescimento nas vendas dos carros a álcool, que fechou o ano de 2002 em patamares muito maiores do que nos anos anteriores.
Além disto, os incentivos fiscais concedidos pelo governo, como a redução do IPI, ajudaram no aumento da procura pelos modelos a álcool.
Anfavea divulga balanço de 2002
De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira, dia 07, pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), no ano passado foram vendidos 56.068 modelos a álcool, uma expansão de 205,8% em relação ao registrado em 2001, e 444,77% na comparação com 2000.
No ano passado, a participação dos carros a álcool na venda total de carros nacionais foi de 4,3%, muito maior, portanto, do que a registrada em 2001, quando a participação medida representava apenas 1,4%. Nesse mês a participação dos carros movidos a álcool foi de 4,1% percentual inferior ao mês de dezembro, em que a participação foi de 5,8%.
Na opinião do presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, é possível que esta tendência de crescimento aumente cada vez mais, entretanto é preciso que o consumidor se sinta seguro quanto à garantia de preço baixo do álcool e abastecimento do mesmo nos postos, caso contrário o negócio acaba se tornando desvantajoso e as vendas tendem a cair.
Redução do IPI anunciada no ano passado
Em agosto do ano passado o Governo divulgou uma redução nas alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos carros populares, com motor 1.0, e dos carros médios com motor até 2.0. A redução mais acentuada foi exatamente na alíquota dos carros de médio porte, que caiu de 25% para 16%, enquanto a dos carros 1.0 caiu apenas de 10% para 9%.
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Antes da redução do IPI, os carros médios pagavam um IPI de 20% nos modelos a álcool e 25% nos modelos movidos à gasolina. Com a redução anunciada no ano passado, as alíquotas foram reduzidas, respectivamente, para 13% e 15%. Os modelos mais potentes, com motores acima de 2.0, continuam pagando as alíquotas antigas.