Vencimento de opções de setembro tem maior volume desde outubro de 2010

Volume de opções de compra também foi o maior desde outubro passado; "calls" de VALE5 e "puts" de PETR4 foram destaque

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SÃO PAULO – O exercício de opções sobre ações de setembro movimentou R$ 4,14 bilhões na BM&F Bovespa, o maior volume desde outubro de 2010, quando girou R$ 4,876 bilhões. As opções de compra, que movimentaram R$ 3,04 bilhões nesse mês, também relataram o maior patamar desde outubro passado. Já as opções de venda giraram R$ 1,10 bilhão.

As opções de compra das ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) foram o principal destaque do vencimento deste mês. As “calls” com preço de exercício de R$ 39,07 e R$ 40,55 movimentaram R$ 583,08 milhões e R$ 505,65 milhões, respectivamente. A mineradora foi responsável também pela 3ª colocação, com o contrato que permitia a compra a R$ 43,07 movimentando R$ 297,87 milhões. 

Logo atrás, apareceram as opções de venda das preferenciais da Petrobras (PETR4) com strike de R$ 34,91, que movimentaram R$ 270,90 milhões. Fechando a lista dos cinco maiores volumes, apareceram novamente os contratos de opção de compra dos papéis da Vale, desta vez no preço de R$ 37,07, responsáveis por R$ 207,75 milhões.

Dados históricos dos vencimentos de opções:

Vencimento Opções de compra
(R$ milhões)
Opções de venda
(R$ milhões)
Total
(R$ milhões)
19/09/2011 R$ 3.040 R$ 1.100 R$ 4.140
15/08/2011 R$ 936,8 R$ 1.430 R$ 2.370
18/07/2011 R$ 1.770 R$ 606,0 R$ 2.380
20/06/2011 R$ 877,5 R$ 925,3 R$ 1.800
16/05/2011 R$ 1.130 R$ 1.070 R$ 2.210
18/04/2011 R$ 1.500 R$ 949,8 R$ 2.450
21/03/2011 R$ 2.050 R$ 334,9 R$ 2.380
21/02/2011 R$ 1.500 R$ 792,6 R$ 2.290
17/01/2011 R$ 3.000 R$ 777,8 R$ 3.770
20/12/2010 R$ 2.120 R$ 875,6 R$ 2.990
16/11/2010 R$ 2.040 R$ 806,7 R$ 2.850
18/10/2010 R$ 4.130 R$ 740,9 R$ 4.870
20/09/2010  R$ 2.400 R$ 1.040 R$ 3.440

Fonte: BM&F Bovespa

Vencimento eleva volatilidade
A forte oscilação verificada em dias de vencimento de derivativos reflete a disputa entre “comprados” e “vendidos”. De modo geral, os “comprados” apostam na alta das ações, enquanto os “vendidos” visam o fraco desempenho dos papéis.

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Neste cenário, os “comprados” tendem a adquirir grandes quantidades de ações, na tentativa de elevar seu preço, enquanto os “vendidos” promovem a venda dos papéis, com o intuito de derrubar as cotações.

Vale lembrar que esse movimento ganha força na medida em que as ações mais negociadas nos contratos de opções costumam carregar participação significativa no Índice Bovespa.