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SÃO PAULO – Após o feriado que manteve a bolsa brasileira fechada, a agenda desta quarta-feira (10) promete ser bastante agitada. No Brasil, os investidores ficam atentos para o fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decide a nova taxa básica de juros do País. A expectativa dos analistas é que o governo eleve a Selic em 0,5 ponto percentual, o que a levaria para 8,5% ao ano.
Ainda na agenda doméstica, o dia reserva a Pesquisa da Indústria Mensal, que produz indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais. Enquanto isso, o Banco Central divulga o fluxo cambial semanal.
Nos EUA, teremos a divulgação do Wholesale Inventories, com informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista norte-americano. Porém, o maior destaque do dia fica com a Ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee).
O que deve chamar mesmo a atenção, entretanto, é o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, após a divulgação do documento. Sua fala pode trazer novidades sobre os planos da autoridade em relação ao programa de estímulos à economia dos EUA, já que no último discuros ele afirmou que o QE3 deve começar a ser reduzido quando a taxa de desemprego atingir 6% e a inflação passar a 2%.
“O discurso de Bernanke deve ser mantido, mas a cada nova fala dele os investidores passam a realizar novas projeções de quando a economia deve atingir o cenário apontado por ele para a reduação do QE3, o que mexe com o mercado futuro e com o câmbio”, explica o economista Felipe Queiroz, da Austin Ratings.
Para ele, quando o presidente do Fed discursa, os investidores passam a criar novas expectativas quanto ao fim do programa de estímulos, o que cria a oportunidade para especulação dentro do mercado. Com esse movimento, a tendência é que o câmbio sinta fortes efeitos logo após a fala de Bernanke, mas que diminua a volatilidade alguns dias depois.