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A combinação entre cortes de juros domésticos e um dólar lá fora mais fraco tem atraído os olhares de investidores estrangeiros para o Brasil. Em uma pesquisa com cerca de 20 agentes, o Itaú BBA testou a temperatura do mercado para as ações brasileiras e notou um vácuo quando o assunto é varejo.
Mesmo com a animação em relação aos negócios do país, os investidores têm prestado atenção aos desafios que o Brasil deve enfrentar esse ano e como isso pode afetar os investimentos. As incertezas com o próximo ciclo eleitoral, por exemplo, e toda volatilidade que vem com ela são um dos principais fatores a serem considerados na hora de investir no país.

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Apesar do cenário de preços mais fracos, o banco avalia que a estrutura de custos da companhia deve sustentar a rentabilidade mesmo em ambiente mais desafiador.

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Para proteger os portfólios dessa volatilidade, os investidores têm preferido apostar em Bancos, Utilitites e Commodities. E, nesse movimento, as ações no varejo acabam perdendo força. “Observamos praticamente nenhum interesse por varejo amplo ou ações de consumo discricionário no Brasil”, destacam os analistas.
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O que há no varejo
Apesar da indiferença com o setor, o BBA destacou que o humor em relação ao Mercado Livre (BDR: MELI34) tem sido o melhor em meses. A companhia voltou a se destacar depois de enfrentar redução de posições e temores em relação à concorrência, no trimestre anterior.
Segundo os analistas, atualmente, há uma clara disposição para aumentar posições ou reentrar no papel da companhia. Parte desse movimento tem sido justificado com o forte crescimento com margens sob controle da empresa. Esse desenvolvimento também tem diminuído o prêmio de risco atribuído à concorrência. “A ação deve apresentar bom desempenho à medida que essa percepção de risco se dissipe”, explicam.
O cenário menos competitivo no segmento de joias, em compras virtuais, também se tornou um grande atrativo para as ações da Vivara (VIVA3). De acordo com o banco, o mercado está com uma forte predisposição para a construção de posições nesses níveis, com expetativa de melhora do fluxo de caixa livre (FCF). A principal preocupação em relação à companhia é, de acordo com o relatório, em como a forte alta dos preços do ouro e da prata podem ser repassadas para os preços finais.
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Outro destaque no varejo é a RD Saúde (RADL3), com uma forte atração de investidores impulsionada pela tese do GLP-1 (classe de medicamentos que podem ajudar no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade). Segundo os analistas, o valuation da companhia está cada vez mais destacado como um ponto de atenção.