Radar InfoMoney Light vende fatia na Renova Energia por R$ 1; Vale produz 86,7 milhões de toneladas de minério no terceiro tri e mais destaques

Light vende fatia na Renova Energia por R$ 1; Vale produz 86,7 milhões de toneladas de minério no terceiro tri e mais destaques

Destaques da Bolsa

Varejistas disparam até 16% em 5 pregões; JBS sobe 86% desde maio e apaga perdas causadas pela delação

Confira os principais destaques de ações desta quarta-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta de 0,46% nesta quarta-feira (27), a 76.055 pontos, no seu quinto pregão seguido de ganhos, acompanhando o bom humor das bolsas internacionais e com os investidores sem esboçar nervosismo ante potencial rebaixamento do rating do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. O mercado sustentou a visão observada na véspera de que o potencial rebaixamento da nota não deve trazer baque relevante aos ativos brasileiros, que já teriam precificado esse risco. 

Ainda hoje, os investidores digeriram os dados do Caged, que frustraram as expectativas, mostrando a 1ª perda de empregos do País em oito meses, mas que foram absorvidos pelo mercado sem alterar a perspectiva de retomada gradual da economia apontada por outros dados recentes, como o de vendas no Natal, que ajudaram a sustentar os fortes ganhos das ações de varejo nesta sessão. 

Em meio a esse cenário, apenas 13 das 59 ações do índice fecharam no negativo hoje, com destaque para a Embraer, que caiu 3% em leve correção frente à disparada de quase 30% nos últimos 3 pregões com o mercado de olho em possível compra da empresa pela Boeing. 

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Confira abaixo os destaques da Bolsa deste pregão:

Petrobras (PETR3, R$ 16,76, +0,36%;PETR4, R$ 16,05, +0,50%)
As ações da Petrobras se descolaram do petróleo e subiram nesta sessão, acompanhando o bom humor do mercado doméstico. Apesar da queda, o petróleo do tipo WTI ainda negocia perto da região dos US$ 60, após romper essa marca ontem com explosão de oleoduto na Líbia. Os contratos do WTI, negociados em Nova York, fecharam em queda de 0,57%, a US$ 59,64 o barril, enquanto os contratos do Brent, cotados em Londres, caíam 0,95%, a US$ 66,38 o barril. 

No radar, a Petrobras está expandindo sua capacidade de exportação de petróleo no principal porto de Angra dos Reis, à medida que a produção doméstica aumenta, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O terminal realizou duas operações simultâneas de transferência de petróleo entre embarcações, operação conhecida com “ship-to-ship” em 22 de dezembro. A primeira vez que transferência simultânea foi observada desde que a Bloomberg começou a monitorar carregamento de navios em janeiro de 2015. Cada transferência de “ship-to-ship” compreende 2 navios posicionados um ao lado do outro, sendo um atracado, o outro ancorado Suezmax João Candido recebeu cerca de 1 mi bbl de Roncador da embarcação Navion Gothenburg e está a caminho do Chile. A VLCC Landbridge Fortune recebeu cerca de 1 milhão de bbl de Lula do navio Brasil 2014 e está navegando para a China. A Petrobras não respondeu imediatamente a pedido de comentário.

Vale (VALE3, R$ 39,86, +0,03%)
As ações da Vale apagaram os ganhos de até 0,90% registrados mais cedo em dia de queda dos preços do minério de ferro. Já os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 28,65, +0,56%) – holding que detém participação na Vale – seguiram firme em terreno positivo, enquanto as siderúrgicas fecharam entre perdas e ganhos, com Gerdau (GGBR4, R$ 12,35, -0,16%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,80, -0,85%), CSN (CSNA3, R$ 8,35, +3,47%) e Usiminas (USIM5, R$ 9,10, +1,22%). 

A alta mais forte da CSN em relação aos seus pares acompanhou a notícia de que a companhia pode fechar acordo com Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, seus principais credores, para alongar dívidas na 1° semana do ano, segundo a Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S. Paulo. Os valores devem ser da ordem de R$ 14 bilhões. 

Além disso, no radar da Vale, Michel Temer sancionou com vetos a lei que cria Agência Nacional de Mineração. A agência terá as funções de regulação e fiscalização do setor, em substituição ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que foi extinto, segundo lei sancionada com vetos e publicada no Diário Oficial.

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Entre os vetos está um que previa unidades administrativas da agência em todos os estados. É da competência privativa do Presidente da República dispor sobre a organização e funcionamento da administração federal, segundo razões expostas para o veto desse trecho. Há outro veto que daria à ANM a prerrogativa de alterar em caráter temporário ou revogar títulos minerários como procedimento potencial na solução de conflitos.

“Impõe-se o veto do dispositivo por não haver previsão legal a permitir à Agência Nacional de Mineração a alteração ou a revogação de títulos minerários, o que causaria insegurança jurídica”, segundo a justificativa para o veto. 

Varejistas 

As ações das varejistas registram forte alta na Bolsa nos últimos dias, impulsionadas pelas vendas de Natal, que subiram 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, no melhor desempenho dos últimos sete anos, segundo dados do Serasa Experian. 

Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3, R$ 77,25, +2,33%) e Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,09, +4,08%) sobem pelo quinto pregão seguido, acumulando no período ganhos de 16,5% e 10,5%, respectivamente. Já B2W (BTOW3, R$ 20,47, +5,30%) avançou pela 4ª sessão consecutiva, enquanto Lojas Renner (LREN3, R$ 35,50, +2,54%) subiu pela quinta vez em 6 pregões. 

Em relatório desta quarta-feira, o BTG Pactual comenta que a Lojas Americanas é um dos seus principais calls de 2018. “Após um período de desafios desde 2016, com vendas nas mesmas lojas abaixo da média histórica e ciclo de caixa ruim, acreditamos que o papel vá se beneficiar já a partir do 4° trimestre de 2017 de um cenário macroeconômico mais benigno, queda de custos de empréstimos e de uma série de medidas implementadas em 2017 para melhora de rentabilidade”, comentam os analistas.

Eles apontam que o indicador vendas nas mesmas lojas deve crescer 5% no 4° trimestre, mostrando recuperação gradual. Já as vendas devem subir 7,5%, com a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) caindo em 50 pontos-base apenas, o que é positivo, dado que a companhia abriu 145 lojas só nesse trimestre, comentam. Olhando para frente, eles dizem que a margem deve melhorar com aumento de penetração de marcas próprias, financiamento ao consumidor e big data (efeito direto na margem), além da B2W, que deve reportar geração forte de caixa no 4° trimestre de 2017 e geração positiva de caixa em 2018.

Para eles, o lucro da Lojas Americanas deve saltar dos cerca de R$ 280 milhões desse ano para algo perto de R$ 950 milhões em 2018. A companhia deve bater o guidance de abertura de lojas desse ano (200), o que reduziria outra incerteza do mercado. “O papel não reflete ainda esses fatores positivos e vemos uma assimetria grande. Compra para 2018”, comentam.

Os analistas do banco também chamaram atenção para a Magazine Luiza, que, para eles, deve ser mais uma vez um dos destaques positivos do 4° trimestre. Os destaques, apontam, ficam para as vendas nas mesmas lojas em 14% e segmento online em 45%, levando as vendas nas mesmas lojas no consolidado para perto de 25%. Já a margem Ebitda deve subir em 30 pontos-base, mostrando execução superior da companhia. “Compra (da ação) mais que mantida”, reforçaram. 

Kroton (KROT3, R$ 18,21, +2,30%)
A Kroton fechou, no último dia 21 de dezembro, a aquisição do Instituto Camillo Filho (ICF), instituição de ensino superior localizada no município de Teresina (PI), com aproximadamente 2.200 alunos e cursos nas áreas de Direito, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Design de Interiores, Enfermagem, Serviço Social e Administração.

A operação, segundo comunicado da empresa, “coloca a Kroton em uma nova região de atuação no ensino superior presencial”. “Em um primeiro momento, não haverá alterações na rotina de alunos, docentes e colaboradores. A Kroton busca sempre atingir patamares elevados de qualidade acadêmica em todas as suas operações, e segue com o mesmo objetivo no município de Teresina”, informou a companhia de educação no comunicado, sem dizer qual o valor pago pelo ativo.

Embraer (EMBR3, R$ 21,31, +1,19%)
Com alta de 30% em 4 pregões, o maior acionista individual da empresa, Brandes Investment Partners, informou que a participação dos clientes da gestora foi reduzida para 14,4039% (106.656.095 ações ordinárias). Até então, segundo informações do site da Embraer, a fatia da empresa era de 15%. Depois dela, aparecem a Mondrian, com 10,1%; seguida pelo BNDESPar, com 5,4%; e a Blackrock, com 5% (leia mais aqui). 

Taesa (TAEE11, R$ 21,06, -0,19%)
A operação que consiste na aquisição de fatia na IB SPE Transmissora de Energia Elétrica, controlada pela Apollo 12 Participações, pela Taesa e Empresa Norte de
Transmissão de Energia não precisará ser analisada, segundo o Cade.

Segundo o Conselho, a operação não se enquadra em critério submissão  obrigatória já que as empresas investidas pelos fundos Perfin Apollo 12 FIP-IE e Perfin Apollo Twelve FIP-IE são empresas pré-operacionais e que,  consequentemente, não possuem faturamento. 

Prumo (PRML3, R$ 11,32, +1,52%)
O conselho de administração da Prumo Logística aprovou a convocação de assembleia geral especial de acionistas para o dia 19 de janeiro para deliberar sobre eventual realização de nova avaliação da companhia no âmbito da OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações da empresa em circulação no mercado. A decisão, conforme ata da reunião do dia 15 de dezembro, decorre da solicitação recebida de acionistas representando mais de 10% das ações da companhia em circulação no mercado.

Açúcar e álcool

Destaque para uma notícia que pode mexer com as ações do setor de açúcar e álcool São Martinho (SMTO3, R$ 19,00, +0,74%) e Cosan (CSAN3, R$ 41,20, +0,07%). O presidente Michel Temer sancionou com vetos a lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), segundo texto publicado no Diário Oficial.

Entre os vetos está o de dispositivo que previa que as metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa observariam “a contribuição dos biocombustíveis para a melhoria da qualidade do ar e da saúde e para a segurança do abastecimento nacional de combustíveis, inclusive seus reflexos positivos na infraestrutura logística e de transporte de combustíveis, na balança comercial, na geração de emprego, de renda e de investimentos”.

“Embora louvável, o estabelecimento de metas deve ser condizente com os objetivos traçados, de forma a minimizar seus efeitos indesejáveis, como impactos inflacionários ou distorções setoriais, além de permitir quantificação objetiva. Assim, a inclusão de parâmetros como balança comercial, infraestrutura logística, dentre outros, pode enviesar a formação das metas, desviando a política de seu objetivo original e conflitando com outros objetivos e setores”, segundo razões para o veto do trecho. Outro veto trata de acesso à base de dados das notas fiscais eletrônicas e à base de dados eletrônica. Em decorrência do sigilo fiscal, não há possibilidade de se assegurar o acesso às bases, diz a justificativa para o veto. 

Natura (NATU3, R$ 32,74, +4,00%)
Em comunicado enviado ao mercado, a Natura afirmou que estuda a viabilidade de realizar uma captação de recursos por meio de notas a serem emitidas no exterior. A declaração veio em esclarecimento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) após notícia publicada no jornal O Estado de S.Paulo, que afirma que o valor pode chegar a US$ 1 bilhão.

Na nota, a companhia ressalta, porém, que esta eventual nova emissão se encontra em fase preliminar e não há qualquer definição sobre o volume total da emissão, prazo, taxa de juros, ou quaisquer outras definições sobre a estrutura e formas de captação. A Natura explica que avalia a possibilidade de novas captações para o refinanciamento da sua dívida após a aquisição da The Body Shop, feita em setembro.

Cemig (CMIG4, R$ 6,79, +1,49%)
A Cemig informou ontem que a subsidiária da Andrade Gutierrez, AGC Energia, vendeu a totalidade de sua participação acionária na companhia, o que corresponde a 12,69% do capital social, ou 53.403.756 ações ordinárias.

Eletropaulo (ELPL3, R$ 16,10, +0,37%)
A Eletropaulo informou que sua diretoria ainda discute com a Eletrobras os termos de um eventual acordo sobre empréstimo tomado da estatal em 1987. Segundo comunicado ao mercado, nenhuma proposta foi submetida ainda para deliberação e aprovação do conselho de administração da companhia.

O acordo se refere a um empréstimo que a Eletropaulo contratou da Eletrobras, quando ela e a Cteep eram uma empresa só. Depois da separação ocorreu uma disputa sobre quem seria responsável pelo passivo, em uma luta que nunca foi resolvida.

JBS (JBSS3, R$ 9,75, +2,74%)
Com a alta de hoje, as ações da JBS apagaram as perdas causadas pela delação premiada de Joesley Batista, que levaram o mercado abaixo no dia 18 de maio. Da mínima deixada após aquele dia – quando encostaram nos R$ 5,25 no pregão de 23 de maio, o menor patamar desde dezembro de 2012 – até hoje, os papéis acumulam alta de 86%. 

Ecorodovias (ECOR3, R$ 12,22, -0,24%)

A aquisição pela Multilog da totalidade das ações representativas do capital social da Elog, antes pertencentes à Ecorodovias, foi aprovada sem restrições pelo Cade.

Fleury (FLRY3, R$ 28,80, +2,13%)
A Fleury informou que seu Conselho de Administração aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio no valor total de R$ 41.407.771,68, o que corresponde ao valor bruto por ação de R$ 0,131540294707668.

A remuneração será paga com base na composição acionária da companhia em 29 de dezembro, com as ações passando a ser negociadas na forma “ex” juros sobre o capital próprio a partir de 02 de janeiro de 2018. O valor será pago em 15 de janeiro.

(Com Agência Estado)