Vamos (VAMO3) desaba 7% após números fracos pressionados por despesas financeiras

Apesar dos números fracos, bancos reiteraram recomendação de compra

Felipe Moreira

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As ações do Grupo Vamos (VAMO3) figuraram entre os destaques negativos da bolsa na sessão desta quarta-feira (7), após a locadora de veículos pesados reportar resultados fracos no primeiro trimestre de 2025 (1T25). O papel da companhia recuou 7,05%, a R$ 4,48.

A XP Investimentos aponta que companhia reportou um lucro líquido mais fraco de R$ 108 milhões, o que representa um recuo de 34% na base trimestral e de 27% em relação ao consenso.

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Para a XP, entre os principais destaques estão: (i) o aumento das despesas financeiras, que avançaram 11% na comparação trimestral e exerceram pressão adicional sobre o lucro líquido; e (ii) a manutenção de uma sólida performance no rendimento marginal, que atingiu 2,7%, acompanhando a alta das taxas de juros. Por outro lado, os retornos com a venda de ativos alugados recuaram para R$ 207 milhões, abaixo da média de R$ 305 milhões registrada em 2024.

Além disso, a Vamos anunciou seu novo guidance para 2025, que, na visão da XP, implica em uma redução no lucro líquido tanto em relação aos R$ 608 milhões previstos pela corretora quanto aos R$ 653 milhões do consenso. Apesar disso, a XP reiterou recomendação de compra.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização (Ebitda) foi de R$ 887 milhões, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior e em linha com as estimativas do BBI e do consenso de mercado.

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Entre os destaques do trimestre, o BBI aponta as vendas recordes de ativos, que totalizaram R$ 291 milhões, e a margem Ebitda do segmento de locação, que atingiu 89%, representando alta de 3 pontos percentuais na comparação trimestral, embora ainda 1,6 ponto percentual abaixo do 1T24.

Já o capex líquido anualizado para aquisição de novos ativos somou R$ 2,338 bilhões, superando a projeção de R$ 2,0 a R$ 2,2 bilhões. Além disso, as renovações contratuais chegaram a R$ 286 milhões, o que, na avaliação do BBI, pode compensar a implementação mais gradual do programa Sempre Novo.

A companhia também divulgou projeções adicionais para 2025, com estimativas medianas para Ebitda e lucro líquido alinhadas ao consenso do mercado. O BBI reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 8,00 para o final de 2025.

O Itaú BBA, por sua vez, destaca a Vamos conseguiu registrar o menor nível de reintegrações de posse de ativos visto nos últimos trimestres, ao mesmo tempo em que renovou vários contratos sem a necessidade de adquirir novos ativos, já que os clientes estão concordando em alugar o mesmo ativo ou estão recebendo ativos da Sempre Novo.

Em um tom mais cauteloso, o BBA aponta a desaceleração da margem EBITDA das vendas de ativos usados, que chegou a 7%, queda de 15 pontos percentuais em relação ao ano anterior e 11 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

Por fim, o BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11.