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SÃO PAULO – O rating alemão deve ser cortado pela Egan-Jones, informou a agência de classificação de risco nesta quarta-feira (12), colocando a nota de crédito da principal potência europeia em perspectiva negativa. Esse movimento veio depois da Corte Constitucional germânica aprovar a participação do país no ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização, na sigla em inglês). O rating está fixado em “A+”, cinco níveis abaixo das tradicionais casas de rating, que posicionam a Alemanha em “AAA”.
A Corte máxima de justiça impôs um limite de participação em € 190 bilhões – mas isso pode ser elevado caso o membro alemão do mecanismo assim deseje. “Dada a posição do governo alemão em relação ao euro, acreditamos que serão aprovados maiores financiamentos, queira a população ou não”, afirma a agência de classificação de risco. Isso pode elevar, drasticamente, a participação do país no ESM.
“No fim, isso vai resultar em maiores responsabilidades para a Alemanha e em um declínio geral da qualidade de crédito”, afirma a agência. Embora o mercado acredite que para a Europa isso vá ser positivo, haverá danos tanto econômicos quanto fiscais para a Alemanha. Com o mecanismo, a Egan-Jones acredita que nenhum país problemático será forçado a reduzir os gastos, o que deve elevar a relação entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto) da Europa.
A atual relação da Alemanha é de 87%, mas com o aumento indireto da exposição por conta o ESM – em € 700 bilhões – esse valor deve atingir 114%. “E novos financiamentos vão resultar em maior desemprego e inflação. Cortaremos o rating quando isso acontecer”, avisa a agência.