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As ações da Vamos (VAMO3), Assaí (ASAI3) e Brava (BRAV3) foram os grandes destaques de alta do Ibovespa na sessão desta segunda-feira (12).
VAMO3 encerrou o dia em alta de 8,18% (R$ 3,57), ASAI3 avançou 4,55% (R$ 7,36), enquanto BRAV3 teve ganhos de 4,50% (R$ 17,41), sendo as três maiores altas do pregão.
Confira as razões para a alta desses papéis:
Viva do lucro de grandes empresas
Vamos (VAMO3)
A Vamos divulgou sua prévia operacional com receita líquida de R$1,48 bilhão no quarto trimestre de 2025, expansão de 24,3% em relação ao mesmo período de 2024, conforme prévia de resultados divulgada pela companhia nesta segunda-feira.
No segmento de locação, a receita somou R$ 1,07 bilhão, montante recorde e alta de 11,5%, enquanto em venda de ativos totalizou R$ 326,7 milhões, salto de 97,6%. A divisão indústria teve alta de 27,4% no faturamento, para R$85,6 milhões.
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O Bradesco BBI viu esses números preliminares como ligeiramente positivos para a Vamos, destacando que: 1) embora a receita líquida tenha ficado um pouco abaixo das estimativas do BBI (-2%) e do consenso (-3%), houve forte crescimento nas vendas de ativos (+98% ano a ano), que tem sido um fator chave para ajudar a reduzir a ociosidade da frota; e 2) o capex implementado pela empresa foi de R$ 909 milhões (-11% ano a ano), impulsionado principalmente por novas aquisições de ativos (+10% ano a ano), enquanto as extensões (-50% ano a ano) e o programa “Sempre Novo” (-59% ano a ano) tiveram desempenho mais lento no trimestre.
Ainda assim, a Vamos estendeu R$ 767 milhões em contratos em 2025, o que é um fator importante para reduzir a quantidade de ativos expirados que formam o estoque ocioso. Além disso, embora a empresa não tenha fornecido detalhes, a gestão afirmou que atingiu suas metas para 2025 relacionadas a Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), lucro líquido e alavancagem líquida.
Embora os números não tenham sido divulgados, a Vamos deu duas indicações sobre sua margem Ebitda: 1) para o segmento de locação, espera-se expansão trimestre a trimestre e ano a ano devido a menores custos relacionados à manutenção e preparações, já que as retomadas de ativos diminuíram no segundo semestre de 2025, e menores perdas de crédito esperadas, pois pagamentos atrasados foram recebidos; e 2) para vendas de ativos, a margem deve permanecer positiva e ligeiramente acima do 3T25.
“Vemos isso alinhado com nossa estimativa de aumento da margem Ebitda de locação no 4T25, embora traga potencial de alta para nossa previsão de margem nas vendas de ativos, pois esperávamos uma queda trimestre a trimestre (de 0,5% no trimestre)”, aponta o banco.
O Itaú BBA também vê uma tendência um pouco melhor na lucratividade e uma desaceleração nas retomadas de ativos. “Acreditamos que isso seja particularmente importante para o segmento de Seminovos, pois pode aliviar temores de aumento da depreciação nos próximos trimestres. Dito isso, a receita líquida ficou 4% abaixo da nossa previsão, devido a uma queda nas vendas de ativos usados, que pode ser compensada por uma lucratividade maior do que a esperada”, aponta.
Por outro lado, dadas as incertezas de curto prazo que ainda cercam a tese da Vamos, o BBA prefere manter uma visão mais conservadora por enquanto, até que novos dados continuem reforçando que o pior já passou.
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Assaí (ASAI3)
O Assaí encerrou 2025 com índice de dívida líquida em relação ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de aproximadamente 2,56 vezes, conforme informações preliminares divulgadas pela companhia nesta segunda-feira.
O resultado, conforme a rede atacarejo, ficou abaixo do guidance previamente comunicado ao mercado de 2,60 vezes.
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O JPMorgan destaca que, apesar de estar abaixo da sua estimativa, o anúncio oferece pouca informação sobre as tendências operacionais de curto prazo, especialmente porque os investidores continuam focados no piora das tendências de receita, na queda da inflação dos alimentos e na dinâmica do capital de giro. O banco segue com recomendação equivalente à venda para os ativos.
Brava (BRAV3)
Nesta segunda-feira (12), antes da abertura do mercado, a Brava publicou um comunicado a mercado anunciando que Décio Oddone renunciou ao cargo de CEO. Como seu substituto, a empresa elegeu Richard Kovacs.
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Após sua eleição, Kovacs também renunciou ao cargo de Presidente do Conselho de Administração, permanecendo como membro do Conselho. O novo Presidente, a partir de hoje, será o Sr. Alexandre Cruz.
A XP tem visão neutra para o anúncio. De acordo com a empresa, a renúncia de Oddone faz parte de um processo de sucessão planejado. Ele permanecerá no cargo até 31 de janeiro, enquanto o Sr. Kovacs assumirá sua função como CEO em 1º de fevereiro.
Kovacs atua no Conselho da Brava desde maio de 2025 (um total de nove meses) e como presidente desde agosto de 2025. Quanto a Cruz, ele é atualmente CEO e um dos fundadores da JiveMauá. A empresa detém uma participação de cerca de 7% na Brava Energia e faz parte do acordo de acionistas, que vincula cerca de 21% do capital da empresa.
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O Bradesco BBI aponta que Kovacs já adotou uma postura prática como Presidente do Conselho e foi um comunicador eficaz em nome da empresa junto ao mercado.
“Acreditamos que sua agenda estará focada em superar os obstáculos relacionados à geração de caixa da Brava, o que pode envolver a execução de projetos em andamento, a revisão dos planos de investimento e, potencialmente, até mesmo a realização de desinvestimentos”, avalia.
