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SÃO PAULO – Quem inicia o relacionamento com um banco tem de pagar uma tarifa que, se cobrada de maneira avulsa, varia mais que o dobro entre as principais instituições do Brasil.
A tarifa em questão é de confecção de cadastro para início de relacionamento, que pode variar de R$ 28,50 no Santander/Real a R$ 59 no HSBC.
“Os bancos cobram essa tarifa para fazer uma consulta de dados pessoais do cliente e também em cadastros de inadimplentes”, explicou a economista do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Ione Amorim.
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No Banco do Brasil, ela não é cobrada, enquanto que no Bradesco, Banrisul, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa, o valor é de R$ 30. Itaú Unibanco cobra R$ 50 pela tarifa.
Relacionamento tem preço
A tarifa para confecção de cadastro para início de relacionamento é uma das 30 operações básicas passíveis de cobrança, segundo determinação do Banco Central.
Ela pode ser cobrada de forma avulsa, mas também está incluída no pacote padronizado de serviços básicos ao cliente, instituído pelo BC para que os consumidores pudessem comparar com mais facilidade os custos do serviço bancário.
“Repassar esse custo de confecção de cadastro ao consumidor seria um absurdo, na opinião do Idec, mas o Banco Central permite e isso só pode acontecer uma única vez, quando o consumidor abrir conta, fizer depósito ou tomar crédito”, disse Ione. A tarifa deve ser cobrada no primeiro contato com a instituição.
Antes, os bancos ainda cobravam uma tarifa de renovação do cadastro, a cada seis meses, mas como não havia uma padronização da prestação de serviço, ela foi extinta em outubro do ano passado. Porém, segundo o Idec, eventualmente são encontrados casos isolados de reclamações da cobrança indevida.