Vale (VALE3) recompra R$ 3,8 bi em debêntures pérpetuas para reduzir custo da dívida

As debêntures foram emitidas com valor nominal de R$ 0,01 pouco antes da privatização, em 1997, e hoje rendem cerca de 13% ao ano em dólares

Felipe Moreira

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Logotipo da mina Brucutu, propriedade da mineradora brasileira Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo - 04/02/2019 (Foto:  REUTERS/Washington Alves)
Logotipo da mina Brucutu, propriedade da mineradora brasileira Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo - 04/02/2019 (Foto: REUTERS/Washington Alves)

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A Vale (VALE3) concluiu nesta quarta-feira (5) a recompra 89.410.390 de debêntures pérpetuas emitidas na época de sua privatização, correspondendo a 23,01% do total em circulação. O preço foi de R$ 42 por título, totalizando um desembolso de aproximadamente R$ 3,755 bilhões.

A recompra visava reduzir os custos de dívida da Vale. As debêntures foram emitidas com valor nominal de R$ 0,01 pouco antes da privatização, em 1997, e hoje rendem cerca de 13% ao ano em dólares, segundo gestores de recursos. O retorno é mais que o dobro dos 6,1% oferecidos pelos bônus em dólar da empresa com vencimento em 2054.

Os papéis não têm cupom fixo e pagam aos investidores uma remuneração equivalente a 1,8% da receita líquida de parte das vendas de minério de ferro e 2,5% da receita líquida de cobre e ouro, após o atingimento de certos limites de produção — alguns vinculados à origem do minério. A receita é calculada em dólares e convertida para reais para o pagamento aos investidores.

Segundo fato relevante divulgado em setembro, a Vale informou que o limite de produção na região Sudeste foi alcançado no início deste ano, o que elevou o custo desses títulos para a companhia.