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As ações da Vale (VALE3) registrou ganhos de 2,41%, a R$ 83,45, sendo destaque de alta do Ibovespa nesta segunda-feira (11).
O movimento aconteceu uma vez que os contratos futuros de minério de ferro registraram ganhos pela sexta sessão consecutiva, na esteira de uma série de dados positivos na China, dada a expectativa de que exportações menores de aço ajudem a reequilibrar os preços e as margens das usinas siderúrgicas.
Já os embarques e estoques de minério de ferro em níveis inferiores aos registrados no ano anterior ajudaram a sustentar os preços.
O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China subiu 0,73%, a 822,5 iuanes (US$121,04) a tonelada. O minério de ferro de referência de junho na Bolsa de Cingapura avançava 0,88%, a US$ 111,40 a tonelada.
Ainda em destaque, o BTG Pactual destacou visão positiva para a Vale. Na visão do banco, o minério de ferro continua surpreendendo positivamente, com preços sustentados acima de US$ 100/t (tonelada) e recentemente negociando acima de US$ 110/t.
Para os analistas, o principal vetor tem sido inflação de custos — e não força de demanda — com frete (cerca de US$ 7–10/t) e diesel (cerca de US$ 1–3/t) adicionando mais de US$ 10/t à curva marginal de custos e, na prática, elevando o piso de preços da commodity.
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Ao mesmo tempo, aponta a equipe de análise, os fundamentos seguem relativamente equilibrados: as importações chinesas continuam elevadas (mais de 5% no ano) e a utilização dos altos-fornos permanece próxima de 90%, sinalizando demanda resiliente.
Do lado da oferta, os riscos seguem graduais, com Simandou avançando, mas adicionando apenas cerca de 15 Mt (milhões de toneladas) em 2026 — insuficiente para alterar de forma relevante a dinâmica de preços. O CMRG, por sua vez, tem se mostrado mais ruído do que sinal, com concessões marginais de preço e sem evidência de mudança estrutural no mercado.
Diante desse cenário, passou a enxergar risco de alta para nossas projeções de minério: US$ 102/t para 2026 e US$ 95/t para 2027. “Mantemos recomendação de compra para a Vale, que segue como uma das principais beneficiárias globais da dinâmica atual de preços”, aponta.
