Vale (VALE3): Itaú BBA mantém mineradora como “top pick” do setor e eleva preço-alvo de ADR

Recomendação é baseada no forte retorno para os acionistas, geração sólida de fluxo de caixa e avaliação atrativa

Felipe Moreira

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Depois do Goldman Sachs e Bank of America (BofA) elevarem a recomendação para os papéis da Vale (VALE3) nesta semana para compra, foi a vez do Itaú BBA atualizar suas projeções para mineradora após incorporar os resultados do terceiro trimestre de 2023.

O banco brasileiro elevou o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts, ou papéis negociados na Bolsa de Nova York) da companhia de US$ 17 para US$ 19 e manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) devido aos fortes retornos para os acionistas, geração sólida de fluxo de caixa e avaliação atrativa. A Vale é a top pick do setor de mineração e siderurgia da América Latina.

Analistas estimam um retorno total para o acionista (RTA) de 32% em 2024 (19% de aumento no valor presente líquido + 12% de rendimento de dividendos), com a ação sendo negociada a 4,1 vezes o Valor da Firma (EV)/ lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado para 2024.

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O BBA elevou a estimativa de Ebitda para US$ 19,4 bilhões no ano que vem (10% acima da previsão anterior), principalmente devido a previsão de preço do minério de ferro mais alto, o que mais do que compensa os volumes mais baixos.

A estimativa para a commodity foi revisada de US$ 95 para US$ 110 a tonelada para 2024 e de US$ 85 para US$ 100 para 2025.

Já  os embarques de minério de ferro devem atingir 305 milhões de toneladas em 2024 (em comparação com 320 milhões do modelo anterior), principalmente devido a um aumento nas taxas de produção mais fraco do que o esperado.

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Para divisão de metais básicos, o banco projeta um Ebitda de US$ 2,5 bilhões em 2024 (um aumento de 31% em relação ao ano anterior), principalmente devido a uma melhoria nos embarques tanto de níquel quanto de cobre, o que provavelmente resultará em uma diluição maior dos custos fixos.

Olhando para o futuro, o BBA antecipa dinâmicas de oferta e demanda um tanto ajustadas para a indústria de minério de ferro ao entrar em 2024, com uma produção sazonalmente mais fraca de minério de ferro no 1º trimestre de 2024 e uma produção de aço resiliente na China.

No lado da demanda, analistas projetam um aumento de 2% ano a ano na produção global de aço, impulsionado por uma melhoria fora da China. “Note que o estoque de minério de ferro nos portos está 28 milhões de toneladas abaixo do nível registrado no ano anterior, e há relatos de que os estoques de minério de ferro nas usinas chinesas estão atualmente abaixo dos níveis normais, com 18 dias de suprimento”, completam, em relatório.