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A Vale (VALE3) divulgou esclarecimentos sobre questionamentos realizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com base em matéria veiculada na imprensa sobre a saída do presidente do Conselho, Daniel Stieler. A mineradora trouxe mais detalhes sobre fatos apresentados em apuração do Valor Econômico sobre o anúncio que aconteceu nesta semana.
Segundo a Vale, a saída do executivo se deu “por decisão pessoal”, ao contrário do que teria sido apresentado na matéria. A mineradora nega ter havido qualquer composição para facilitar a renúncia do executivo, que foi formalizada em 6 de julho em carta apresentada à companhia. Teria sido nessa ocasião que um contrato compensatório com termos de “Não competição e Outras Avenças” foi formulado, não como condição para a renúncia, segundo a Vale.
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No comunicado, a mineradora esclarece, ainda, que a saída se deu pelo “melhor interesse da Vale”, já que a posição era pretendida pelo maior acionista de referência da companhia. O detentor da maior parte dos papéis não é citado no documento, mas os principais acionistas da companhia, com participação maior que 5%, são o Previ (Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), a gestora Capital Research and Management, e a BlackRock, entre outros.
“O Contrato celebrado com Daniel não constitui uma exceção ou modificação da política de remuneração dos membros do Conselho de Administração da Companhia, mas sim um instrumento específico e extraordinário, decorrente das circunstâncias particulares de seu desligamento, que estabelece obrigações (algumas delas recíprocas) de não competição, não solicitação, não difamação e confidencialidade”, afirma a Vale.
Sobre os valores de compensação, a mineradora afirmou que foram objeto de análise por empresa internacionalmente reconhecida, especializada em recrutamento de executivos, desenho estrutural, remuneração e desenvolvimento de liderança, que também não foi nomeada.