Minério de ferro

Vale transforma resíduo em receita em tempo de queda nos preços

Anos dourados do minério de ferro foram embora há muito tempo

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(SÃO PAULO) – Os anos dourados do minério de ferro foram embora há muito tempo. Agora, a Vale SA está estudando todas as oportunidades para ganhar dinheiro e a venda de resíduos é uma delas.

A gigante da mineração, que tem sede no Rio de Janeiro, obteve uma receita de R$ 350 milhões (US$ 114 milhões) com a venda de correias transportadoras, sucata metálica, óleo lubrificante, pneus velhos e outros itens recicláveis utilizados ao longo de quatro anos de operações. A empresa está gerando receita suficiente para cobrir os custos do transporte de resíduos e de processamento dos materiais, segundo o gerente de destinação sustentável de resíduos da Vale, Márcio Valente.

“Precisamos olhar cada segmento como uma grande oportunidade de alavancar o resultado final da companhia como um mininegócio”, disse Valente, em entrevista por telefone, do Rio. “Acreditamos que em 2015 a tendência é ter um ano superavitário”.

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A Vale, maior produtora de minério de ferro e níquel do mundo, está sob pressão para reduzir custos, aumentar a produtividade e vender ativos após uma década de queda nos preços do minério de ferro no mercado internacional.

O programa permitiu à Vale transformar uma despesa anual com incineração e aterro em receita obtida com a venda da sucata, como no caso da reciclagem de correias transportadoras de minério de ferro, tiras e mantas.

“Antigamente a companhia tinha um grande custo com este tipo de correia e hoje em dia transforma isso em receita”, disse Valente. “Conseguimos grandes resultados onde menos esperávamos”.

No ano passado, a Vale levantou R$ 83 milhões com a venda dos resíduos, sendo que 76 por cento dos materiais acabaram sendo reciclados, disse Valente. A empresa espera gerar uma receita similar com a estratégia neste ano, disse ele.