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Usiminas (USIM3, R$ 16,40, -5,09%; USIM5, R$ 5,07, +0,40%)
As ações da Usiminas tiveram mais um dia de extremos na Bovespa, após a eleição dos conselheiros da companhia, em meio a uma disputa societária na companhia. As ações ordinárias chegaram a cair 5%, mas diminuíram as perdas, chegaram a subir 1% e agora registram nova baixa de 5%.
O advogado Marcelo Gasparino foi eleito presidente do Conselho de Administração da siderúrgica. Gasparino vai substituir o atual presidente do Conselho Paulo Penido, alinhado à Nippon Steel e que seguirá sendo conselheiro da Usiminas.
Foram eleitos ainda como novos membros do Conselho o empresário Lírio Parisotto, como membro efetivo, Yoichi Furuta, Gileno Antônio de Oliveira, Oscar Montero Martinez, Pablo Daniel Brizzio, Mario Giuseppe Galli e Mauro Gentile da Cunha, como membros suplentes.
Rumo (RUMO3, R$ 1,67, -4,02%)
As ações da Rumo têm mais um dia de fortes variações na Bovespa. Desde que estreou na Bolsa, na semana passada, os papéis da companhia têm tido fortes variações.
A alta no papel da Rumo Logística (RUMO3) na semana passada – após a fusão com a ALL – chamou a atenção dos operadores na semana passada e levou a uma forte alta de 26% em apenas uma sessão, depois que a companhia anunciou mudanças em sua diretoria e na da Cosan Logística, vistas como positivas por investidores. Entre as alterações, Julio Fontana Neto, atual diretor superintendente da Cosan Logística, assumirá o cargo de diretor presidente no lugar de Alexandre de Jesus Santoro. Ele também ficará na presidência da Cosan Logística.
A reformulação da diretoria já havia sido sinalizada no início de março e traz uma perspectiva melhor para a gestão da Rumo Logística, porque Fontana Neto vem do grupo Cosan, cuja gestão é vista como mais “redonda” pelo mercado, explicou um analista.
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BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,77, -1,26%)
As ações da BM&FBovespa são mais uma vez destaque na Bolsa e têm volatilidade, ao abrirem em queda, virarem para alta e voltarem a cair. Como já havia sido indicado no final de março, a briga da BM&FBovespa com a Receita Federal ganhou mais um capítulo na última quinta-feira (2) e promete se estender por um longo período. Há cerca de duas semanas o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) negou um recurso da companhia sobre a amortização, para fins fiscais, nos exercícios de 2008 e 2009, do ágio gerado na incorporação da Bovespa pela BM&FBovespa em 2008. Na semana passada, mais uma multa foi estabelecida, desta vez para os exercícios de 2010 e 2011.
Esta nova infração envolve R$ 1,45 bilhão a título de Imposto de Renda e R$ 523,79 milhões de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Os valores já incluem multa de 75% e juros de mora. Sobre as multas anteriores, os valores são estimados em aproximadamente R$ 840 milhões. Mas este é apenas o começo de um caso que pode elevar as infrações para algo próximo de R$ 6 bilhões, o que representaria 30% do valor de mercado da BM&FBovespa, segundo o Credit Suisse.
CVC (CVCB3, R$ 14,62, -1,55%)
Após a divulgação dos dados operacionais, que foram considerados positivos pelo mercado, os papéis da CVC registram queda nesta terça-feira. Vale ressaltar contudo, que as ações da companhia registram a sua quarta sessão de alta seguida, com ganhos acumulados de 9,5%.
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No primeiro trimestre de 2015, as reservas confirmadas cresceram 11,3% em relação ao mesmo período de 2014, totalizando R$ 1.268,7 milhões. O crescimento foi registrado também individualmente por cada um dos três diferentes canais de vendas da operadora: vendas pelas lojas franqueadas (lojas exclusivas), pelos agentes independentes e pelo canal online.
Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 18,33, +1,10%; VALE5, R$ 15,65, +0,64%) se recuperam de sequência de quedas do minério que prejudicou a mineradora. A alta geral das commodities metálicas traz fôlego aos papéis da companhia, que subia junto com siderúrgicas como a CSN (CSNA3, R$ 5,79, 0%) que, contudo, zerou os ganhos.
Petrobras (PETR3, R$ 10,47, -1,04%; PETR4, R$ 10,53, -1,50%)
Outro destaque, a Petrobras cai após ter sido comunicada pela Schahin no dia 2 de abril sobre a necessidade de parada temporária de 5 unidades de perfuração sob contrato das companhias. Segundo nota enviada pela estatal, as duas empresas estão planejando a paralisação das atividades de forma segura. A Petrobras ainda afirmou que está avaliando as medidas contratuais cabíveis.
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Além disso, a Petrobras estima uma perda de pelo menos R$ 44,8 bilhões com o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) em valores deste ano, de acordo com o jornal O Globo. Entram no cálculo, entre outros fatores, investimentos feitos que não podem ser recuperados e gastos com a manutenção durante a paralisação da obra.
Elétricas
No cenário para as companhias de energia hoje, destaque para as mudanças nas recomendações, que mexem com as ações das elétricas na Bolsa. Em relatório, o Santander elevou a recomendação para as ações da AES Tietê (GETI4, R$ 18,62, +1,20%) de manutenção para compra, enquanto os papéis da Energias do Brasil (ENBR3, R$ 11,03, -1,08%) foram rebaixados para manutenção. Já Equatorial (EQTL3, R$ 32,03, +0,28%) e Tractebel (TBLE3, R$ 36,53, -0,33%) foram rebaixadas para underperform.
“Estamos mais otimistas com a AES Tietê, apesar de nossa previsão de pressão negativa no curto prazo, pois acreditamos que a tendência dos preços do setor de energia elétrica sustenta potencial risco ascendente no médio e longo prazos”, afirma a analista do Santander, Maria Carolina Carneiro.
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Já a Cesp (CESP6, R$ 24,80, +0,40%) e Copel (CPLE6, R$ 36,36, -1,06%) tiveram as recomendações cortadas pelo BTG Pactual. A Copel foi alterada de compra para neutra, segundo relatório do analista Antonio Junqueira, com preço-alvo de R$ 38 por ação. Já a Cesp foi alterada de neutra para venda pelo mesmo analista, com o preço-alvo em 12 meses é de R$ 23 por ação.