Destaques da B3

Vale sobe até 2%; Gafisa salta 10% com cisão da Tenda aprovada e Hypermarcas cai com mais uma “negativa”

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (25)

Petrobras (PETR3, R$ 14,55, +1,11%;PETR4, R$ 14,04,  0%)

Após a alta da véspera, na contramão do petróleo internacional, as ações da Petrobras abiram queda, em um dia de virada da commodity. Após registrar alta durante a manhã, o petróleo virou para leve baixa, com o WTI em baixa de 0,28%, a US$ 49,15, ainda em meio ao ceticismo sobre se a Opep será efetiva em conter a produção da commodity. Porém, acompanhando o ânimo internacional que continua após as eleições na França, a Petrobras amenizou as perdas na primeira hora da sessão: com isso, as ações ON têm leve alta e os ativos PN registram leve baixa. 

Vale  (VALE3, R$ 28,03, +2,11%;VALE5, R$ 26,86, +2,28%)

As ações da Vale viraram para alta e sobem mais de 2% mesmo em meio ao segundo dia de queda do minério de ferro. A commodity negociada em Qingdao registra baixa de 0,69%, a US$ US$ 66,07 a tonelada. Vale ressaltar que na próxima quinta-feira, antes da abertura do pregão, a companhia divulgará o balanço do primeiro trimestre. 

Siderúrgicas também registram ganhos, caso de Gerdau (GGBR4, R$ 9,80, +1,45%), CSN (CSNA3, R$ 7,55, +2,30%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,09, +1,49%). Vale destacar que, nesta manhã, o Instituto Aço Brasil informou que o crescimento do consumo sobe 5% no primeiro trimestre na comparação anual. As importações de aço subiram 73% no período, enquanto a produção deverá aumentar 3,8% este ano para 32,5 milhões de toneladas. As projeções são de o consumo aumente 2,9% este ano. 

Bancos

As ações dos bancos registram queda na sessão desta terça após a alta registrada na véspera em meio à euforia com a eleição francesa, mas amenizam as perdas de cerca de 1% registradas no início da sessão. O Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 38,33,  -0,33%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,07, -0,71%) e Bradesco (BBDC4, R$ 31,62, -0,28%) registram leve baixa após chegarem a cair cerca de 1% na abertura. 

A exceção fica para as units do Santander Brasil (SANB11, R$ 26,23, +2,10%), que sobem nesta sessão na esteira da elevação de recomendação do Itaú BBA de underperform para marketperform,  de forma a incorporar novas premissas macroeconômicas e novo custo de capital. O preço-justo para a SANB11 ao final do ano é de R$ 27,00 por unit, de R$ 23,3 anterior. Segundo os analistas do banco, o Santander Brasil parece estar no caminho certo para reduzir gap de lucratividade com bancos privados brasileiros de grande capitalização.

Gafisa (GFSA3, R$ 28,68, +11,01%)

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As ações da Gafisa sobem após terem a recomendação elevada para outperform pelo Bradesco BBI e após a cisão da subsidiária da Tenda ser aprovada. 

A Gafisa informou na segunda-feira o término do prazo para que os credores se opusessem a uma redução de capital em R$ 220 milhões, relacionada à cisão e listagem da unidade Tenda. Os acionistas da Gafisa receberão ações da unidade em 4 de maio, negociações terão início no mesmo dia.  O Bradesco recomenda compra de ações da Gafisa antes do dia 27 de abril, prazo máximo para se obter direito a 50% dos títulos da Tenda quando a cisão for concluída.

Setor de telecomunicações

Ainda no radar de recomendações, a Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 47, 48, +1,82%) foi iniciada com recomendação outperform pelo Safra, e as ações sobem, enquanto a Tim Participações (TIMP3, R$ 10,42, +1,07% ) foi iniciada com recomendação neutra. 

No setor de telefonia, atenção ainda para a Oi (OIBR3, R$ 4,09, -2,85%; OIBR4, R$ 3,58, +0,28%), com os seus papéis PN e ON registrando movimentos díspares nesta sessão.  O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações, Gilberto Kassab, disse nesta segunda-feira que a Medida Provisória para eventual intervenção do governo na Oi deve ser publicada nos próximos dias, segundo informações do jornal Valor Econômico. Segundo ele, a MP prevê alternativas para a Oi solucionar sua dívida pública, citando como uma das opções a troca do pagamento das dívidas por investimentos, com a assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC). 

Kroton (KROT3, R$ 14,71, +2,72%)

As ações da Kroton são destaque de alta do Ibovespa, sendo seguidaS da Estácio (ESTC3, R$ 17,07, +2,22%). A Kroton teve alta de 10 por cento na captação de alunos de graduação presencial no primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, mas as rematrículas recuaram 4 por cento na mesma comparação, informou o maior grupo de educação superior privada do país nesta terça-feira. No ensino a distância (EAD), a taxa de captação de alunos de graduação subiu 11 por cento nos dois três primeiros meses do ano, enquanto as rematrículas recuaram 1 por cento no mesmo período.

Hypermarcas (HYPE3, R$ 30,00, -1,12%)

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Após a alta de cerca de 4% na véspera, as ações da Hypermarcas registram queda de cerca de 1%, em meio a notícias sobre venda de participação ou fusão negadas pela empresa. 

A companhia negou na manhã desta terça-feira que esteja negociando fusão ou quaisquer outras formas de combinação de negócios com outras empresas e negou também que tenha contrato bancos ou assessores financeiros para auxiliá-la em quaisquer operações desta natureza. A negativa ocorreu após o Valor Econômico informou que a empresa estaria de olho em oportunidades de fusão no país, preferencialmente com outro laboratório de capital nacional. Segundo uma fonte ouvida pelo jornal, a companhia já teria contrato bancos que poderiam auxiliá-la em uma eventual operação, entre os quais o Bradesco. Outra fonte comentou que a ideia é buscar um parceiro nacional para a combinação dos negócios. Na tarde de segunda-feira, a companhia negou que estivesse em tratativas para ser vendida por um player estrangeiro. como comunicado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, na manhã de ontem. 

Copasa (CSMG3, R$ 34,62, -4,31%)

As ações da Copasa registram o seu terceiro pregão seguido de queda, acumulando baixa de quase 26% no período. Na quinta-feira, os papéis despencaram quase 21% após a divulgação da revisão tarifária preliminar pela Arsae, que decepcionou e muito o mercado (veja mais clicando aqui). Vale destacar que, após a forte queda, o Scotia Bank elevou a recomendação para os papéis com  preço-alvo sendo reduzido de R$ 45,00 para R$ 43,00. 

As ações da Sanepar (SAPR4, R$ 10,140, -1,14%) e da Sabesp (SBSP3, R$ 29,89, -1,52%) acompanham o movimento e registram queda nesta sessão. 

Helbor (HBOR3, R$ 2,48, +0,40%)

As ações da Helbor registram leve alta nesta sessão. A companhia divulgou prévia operacional do primeiro trimestre de 2017, com os lançamentos atingindo alta de 117%na comparação anual. As vendas contratadas totais foram de R$ 261,5 milhões, queda de 1,2% na base anual, enquanto as vendas contratadas parte Helbor foram de R$ 203,4 milhões, queda de 1,6% na base anual. 

Segundo o Bradesco BBI, as baixas margens devem prevalecer até que os estoques diminuam para níveis mais sustentáveis e ainda “há um longo caminho até que a lucratividade melhore”. Já o BTG Pactual apontou que os lançamentos e vendas foram em linha com as estimativas, com uma leve queda nas vendas sendo ofuscada por menores cancelamentos. O banco possui recomendação neutra para os papéis. 

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Papel e celulose

As ações da Fibria (FIBR3, R$ 28,82, +0,63%) e da Suzano (SUZB5, R$ 13,21, +1,15%) registram alta de cerca de 1% nesta sessão em meio ao movimento de valorização do dólar, com o contrato futuro com vencimento em maio apontando para alta de 1,02%, a R$ 3,165. 

Além disso, o preço da celulose hardwood na Europa registrou alta de 0,96%, a US$ 752 a tonelada, segundo dados semanais do FOEX, enquanto os preços da celulose softwood ficaram estáveis a US$ 840 a tonelada. 

WEG (WEGE3, R$ 17,31, +0,93%)

A fabricante de motores elétricos e tintas industriais WEG anunciou nesta segunda-feira planos de entrar no mercado de energia eólica indiano e fabricar aerogeradores na fábrica de Hosur, na Índia.

A companhia pretende adequar a fábrica de motores e geradores no Estado indiano de Tamil Nadu, perto de Bangalore, para também fabricar aerogeradores de 2,1 megawatts (MW).

A empresa afirmou que sua unidade indiana estará apta para fornecer os equipamentos a partir de 2018. “Enquanto isso, a companhia iniciará atividades comerciais de captura de contratos de fornecimento e de desenvolvimento dos fornecedores locais”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.