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Cemig (CMIG4, R$ 7,89, +3,0%)
As ações da Cemig voltam a subir forte nessa sessão. Em três pregões, os papéis já avançaram 10,3%. Investidores têm se mostrado otimistas com a participação das empresas no leilão de concessões de 29 hidrelétricas já existentes, previsto para 6 de novembro. A expectativa é de que o governo flexibilize as condições do leilão, o que permitiria a empresas como Cesp (CESP6, R$ 16,65, +1,71%), Cemig e CPFL Energia (CPFE3, R$ 15,63, +1,89%) participem para repor ativo de geração – perdidos recentemente com a revisão do modelo do setor elétrico.
CSN (CSNA3, R$ 4,75, +1,50%)
A CSN tem a primeira alta em três sessões, chegando a subir 2,6% na máxima do dia. A alta ocorre em meio ao interesse do Grupo Libra na aquisição do Terminal de Contêineres (Tecon), da companhia, segundo informações de O Estado de S. Paulo. O valor justo do ativo, calculado pela companhia, teria ficado, no entanto, abaixo do desejado pela CSN, de R$ 1 bilhão. Vale lembrar que há, contudo, outros interessados no processo, o que pode elevar o valor do negócio.
As demais siderúrgicas listadas na Bolsa operam entre ganhos e perdas nesta sessão: Gerdau (GGBR4, R$ 6,11, -1,93%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,95, +1,03%) e Usiminas (USIM5, R$ 3,05, +1,33%).
Vale (VALE3, R$ 18,42, +1,82%; VALE5, R$ 14,90, +1,09%)
As ações da Vale abriram em alta na Bolsa e chegaram a subir mais de 2% após os resultados do terceiro trimestre em linha com o esperado, mas diminuíram os ganhos. A mineradora registrou um prejuízo líquido de R$ 6,663 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ante lucro líquido de R$ 5,144 bilhões no segundo trimestre.
Para BTG, Citi e XP Investimentos, resultado veio em linha com o esperado. No entanto, BTG destaca que o papel deve seguir de lado, com pressão de preço e com a demanda caindo (sem poder contar com a China). Já para o Citi, o destaque positivo foi a queda na dívida líquida ajudada pela venda de ativos.
Em dólares, o prejuízo da mineradora no último trimestre foi de 2,117 bilhões, em linha com uma pesquisa da Reuters com sete analistas, que projetou um prejuízo de em média US$ 2,28 bilhões. A queda nos preços das commodities, notadamente do minério de ferro, teve seu impacto contrabalanceado pelo maior volume de vendas e pela alta do dólar.
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O Ebitda ajustado, uma importante medida de geração de caixa da companhia, alcançou R$ 6,816 bilhões no terceiro trimestre, muito parecido com o resultado do trimestre anterior (R$ 6,817 bilhões) e do terceiro trimestre de 2014 (R$ 6,854 bilhões).
Em teleconferência, a Vale disse vê aumento na produção de cobre e níquel no quarto trimestre, enquanto continuará a substituição do minério de ferro de baixa qualidade em 2016. A empresa comentou que tem capacidade para cortar custo do minério para US$ 10 a tonelada. Segundo executivos, o 1° teste de minas no projeto de ferro Carajás S11D deve ocorrer em setembro e que o projeto já está adiantado em algumas áreas.
Natura (NATU3, R$ 22,02, -4,05%)
Por outro lado, as ações da Natura caem forte na esteira da divulgação de resultados. A companhia, maior fabricante de higiene e beleza do País, obteve lucro líquido de R$ 131,8 milhões no período, queda de 38,6% contra o mesmo período do ano passado. A receita líquida somou R$ 1,995 bilhão, alta de 6,9% no período.
Em teleconferência, a companhia disse que o ambiente macroeconômico no Brasil no 3° trimestre foi muito desafiador, embora as operações internacionais tenham ganhado relevância. A meta de capex (investimentos em bens de capital) foi mantida em R$ 385 milhões para 2015.
Segundo o Bradesco BBI, apesar da melhora da margens nas operações internacionais da Natura, esta linha foi afetada negativamente por pressões inflacionárias no Brasil, pela desvalorização do real, pelo aumento do IPI, além do menor volume de vendas na operação doméstica. Para o BTG, resultado veio em linha na receita, mas com Ebitda pior do que o esperado.
Já o Credit Suisse comentou que os números foram fracos, atribuído a uma queda forte no segundo trimestre neste ano na operação brasileira. Os analistas esperavam que algumas iniciativas implementadas no primeiro semestre deste ano começassem a surtir efeito no crescimento de receita líquida, mas não foi o caso. Do lado positivo, eles destacaram a operação internacional, que está indo “muito bem”. “O Ebitda nessa área aumentou de forma significativa (+R$ 333 milhões na comparação anual) e continuamos a acreditar que esse deve ser o destaque positivo da Natura no ano”, comentaram.
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Petrobras (PETR3, R$ 9,76, +2,85%; PETR4, R$ 7,93, +2,06%)
A Petrobras vê suas ações com ganhos de mais de 2% em meio à alta dos preços do petróleo. O contrato futuro do brent para dezembro é negociado com alta de 1,23%, a US$ 48,44 o barril.
No noticiário da companhia, o conselho de administração se reúne amanhã para avaliar proposta de venda de até 25% da BR Distribuidora. O parceiro estratégico que assumiria essa participação já está praticamente definido, segundo fonte a par do assunto disse ao Valor.
A operação ganha ainda mais importância diante da resistência do governo da Bahia e da Termogás à principal negociação em curso, a venda de 49% da Gaspetro para a Mitsui, uma disputa que pode atrapalhar um acordo avaliado em R$ 2 bilhões.
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Bancos
As ações do setor financeiro seguem o dia positivo na Bolsa, apesar de ontem a Fitch ter rebaixado o rating dos principais bancos brasileiros. A lista inclui Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,00, +1,05%), Bradesco (BBDC3, R$ 24,36, +1,12%; BBDC4, R$ 21,79, +1,21%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 16,74, +0,54%), Santander (SANB11, R$ 14,41, +1,84%), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Caixa Econômica Federal. De acordo com a nota da agência, o corte segue o rebaixamento da nota soberana ocorrida na semana passada.
Na opinião da Fitch, apesar dos importantes colchões de reserva em termos de capacidade de geração de resultados, da saudável cobertura de provisões para perdas de crédito, do capital satisfatório, liquidez confortável e melhor perfil de captação, os bancos brasileiros estão enfrentando fortes contratempos em função da deterioração do ambiente operacional.
Ainda sobre o Itaú Unibanco, o banco anunciou que assinou contrato para comprar 50% da empresa que realiza serviços de pagamento eletrônico de pedágio ConectCar por R$ 170 milhões em dinheiro. Com a compra, feita por meio da Rede, empresa de meios eletrônicos de pagamentos do Itaú Unibanco, o banco assume a posição da Odebrecht Transport, unidade do grupo Odebrecht, no negócio.
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Alupar (ALUP11, R$ 14,85, +0,41%)
As ações da Alupar têm leve alta hoje na Bolsa. O Conselho de Administração da Alupar Investimento deu aval para a participação da empresa no leilão de transmissão de energia elétrica, marcado para novembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os conselheiros também votaram a favor de participação da companhia no segundo leilão de energia de reserva de 2015, que vai contratar usinas solares e eólicas.
Sobre o leilão, vale ressaltar que Cemig (CMIG4, R$ 7,76, +1,31%) e Cesp (CESP6, R$ 16,46, +0,55%) seguem o movimento de alta das últimas duas sessões. Investidores se mostravam otimistas com a participação das empresas no leilão de concessões de 29 hidrelétricas já existentes. A expectativa é de que o governo flexibilize as condições do leilão, o que permitiria a empresas como Cesp, Cemig e CPFL participem para repor ativo de geração – perdidas recentemente com a revisão do modelo do setor elétrico.
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