Vale se depara com escassez de engenheiros enquanto foca novos projetos, diz CEO

Ainda neste mês, em evento em Brasília, Pimenta disse que o Brasil deveria voltar a realizar megaprojetos de mineração, de US$15 bilhões a US$20 bilhões

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Em momento em que foca no desenvolvimento de novos projetos, a mineradora Vale tem enfrentado desafios diante da escassez de engenheiros para avançar com os empreendimentos, disse nesta sexta-feira o CEO da companhia, Gustavo Pimenta.

“Estamos com dificuldades de formar novos líderes, formar novos engenheiros, para a Vale, isso é uma dor…”, disse ele, ressaltando que a capacitação de engenharia é fundamental para projetos complexos.

“É um tema de atenção, estamos fazendo parcerias, sejam com escolas técnicas, sejam turmas de faculdades de formação, mas este é o calcanhar de Aquiles da indústria hoje, formação e capacitação”, declarou a uma plateia do Lide, grupo de líderes empresariais.

No ano passado, a Vale anunciou dois grandes pacotes de investimentos: R$70 bilhões no Programa Novo Carajás até 2030, para expandir minas e aumentar a produção de minério de ferro e cobre; além de um montante semelhante, até 2030, nos ativos de Minas Gerais.

“Com essa aceleração do próprio ‘pipeline’ de crescimento da Vale, estamos fazendo mais projetos, a empresa voltou a crescer… a gente se deparou com esse desafio de falta de engenheiros e de falta de empresas de engenharia fortalecidas que pudessem nos auxiliar”, disse o executivo.   

Ainda neste mês, em evento em Brasília, Pimenta disse que o Brasil deveria voltar a realizar megaprojetos de mineração, de US$15 bilhões a US$20 bilhões, e que a Vale tem capital para isso.

Ele disse que o setor de mineração tem o desafio de mostrar para os jovens estudantes que a “indústria real” pode ser atrativa. “O que a gente faz de fato muda o mundo, acredito profundamente que a mineração faz o mundo melhor”, disse.

O executivo disse que a Vale tem feito muitas parcerias com o sistema S de formação profissional, mas em alguns casos a companhia tem sido obrigada “a recorrer a engenheiros fora do Brasil”.

“Isso não é adequado, a gente deveria ser capaz de cobrir tudo com os recursos internos.”   

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Durante o evento, Pimenta disse também que está “otimista” com a possibilidade de edição de um decreto que trata das cavidades no setor de mineração, que poderia liberar investimentos ao tornar mais célere o licenciamento ambiental.

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