Vale recua 1,5%, Gradiente dispara 14% e CCX vira para alta; veja destaques

Cosan sobe 3% após Raízen reiterar projeções positivas para o ano; Gradiente dispara 14% em meio à processos e Mangels atinge 95% de alta em setembro

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SÃO PAULO – Mesmo ameaçando ganhar forças durante a tarde, o Ibovespa não conseguiu sair do campo negativo e fechou com leve recuo de 0,31%, aos 54.431 pontos. Na ponta positiva, destaque para os papéis de companhias de telecomunicações, principalmente a TIM (TIMP3, R$ 11,08, +9,59%), que liderou os ganhos após a confirmação do aumento de participação da Telefónica na Telecom Itália.

Dentro do setor, as ações da Oi (OIBR3; OIBR4) subiram forte nessa sessão, com os papéis ordinários avançando 3,25%, a R$ 5,40, enquanto os preferenciais registraram ganhos de 5,10%, a R$ 5,15. No mês, os ativos acumulam valorização de 42,11% e 45,48%, respectivamente.

Apesar do movimento positivo, a Portugal Telecom, maior acionista da Oi, descartou a capitalização da companhia brasileira – medida que era esperada para reduzir a pressão sobre o endividamento da empresa. Segundo o diretor financeiro da PT, a empresa não fará nova capitalização porque tem que fazer frente às suas necessidades de caixa e também possui um alto endividamento. A contribuição, afirma, virá do aporte operacional para o corte de custos e para aumento de vendas.

Cosan sobe 3% com projeções positivas da Raízen
Também fechou no positivo as ações da Cosan (CSAN3). Os papéis da empresa registraram valorização de 3,23%, a R$ 43,43. Em relação à empresa, a Raízen, joint-venture entre Cosan e Shell, reiterou hoje sua expectativa de fechar o ano com um Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. No entanto, a empresa anunciou corte de investimentos em torno de R$ 400 milhões para os próximos anos, conforme publicação da Agência Estado.

Ainda sobre a Cosan, Júlio Fontana, que comanda a área de logística da empresa, informou que mantém interesse nas concessões do governo apesar de ressalvas com o prazo de amortização de investimentos.

Vale cai mais de 1%
Por outro lado, ajudou a puxar o Ibovespa para o campo negativo a Vale (VALE3; VALE5), cujas ordinárias registraram queda de 1,56%, a R$ 35,45, enquanto as preferenciais recuaram 1,47%, a R$ 32,27. Com a desvalorização, os papéis da Bradespar (BRAP4, -1,75%, R$ 25,25) – holding que detém participação na Vale – também fecharam no negativo.

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Segundo dados da balança comercial de agosto, as exportações da Vale foram de US$ 16,4 bilhões nos primeiros oito meses de 2013. Valor 0,96% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Em agosto deste ano, as exportações da mineradora atingiram US$ 2,1 bilhões, queda de 9,1% em relação à receita registrada no mesmo mês de 2012. As quedas devem-se a redução dos preços do minério de ferro em 2013, comparado ao ano anterior.

Gradiente dispara 14% com volume 6 vezes acima da média
Fora do Ibovespa, chamou atenção as ações da IGB Eletrônica (IGBR3), dona da marca Gradiente, que dispararam 14,75%, a R$ 7,00, após atingirem valorização máxima de 29,84%, a R$ 7,92.

O volume financeiro movimentado com o papel também impressionou, atingindo R$ 960 mil – maior patamar desde 20 de dezembro de 2012 (de R$ 776 mil) -, quase 10 vezes acima da média diária dos últimos 21 pregões, de R$ 109 mil.  

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O movimento ocorre em meio à dois processos judiciais envolvendo à empresa. Segundo antecipado pelo InfoMoney na noite da véspera, a contadoria da Justiça Federal do Amazonas calculou que a Suframa terá que pagar R$ 340 milhões de indenizações à empresa. O número ainda precisa ser submetido ao juiz do respectivo processo e, caso seja homologado, a Gradiente estará em condição de dar andamento à execução do devedor.

Por outro lado, a empresa perdeu exclusividade da marca IPHONE no Brasil. A decisão é referente ao processo movido pela Apple contra o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) e a companhia na Justiça Federal do Rio de Janeiro. Há ainda uma segunda ação em andamento na Justiça de São Paulo, essa aberta pela Gradiente. 

Mangels dá continuidade aos ganhos; no mês, dispara 80%
Já as ações da Mangels (MGEL4), fornecedora de rodas de liga leve de alumínio para montadoras do País, deram continuidade ao movimento de forte alta. Nesta sessão, os papéis registraram ganhos de 8,46%, a R$ 1,41. No acumulado de setembro, os ativos apresentam valorização de 95,83%; e desde o dia 16 de setembro, quando a empresa divulgou atrasado seu resultado referente ao segundo trimestre de 2013, as ações registram valorização de quase 40%.

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O que está por trás dessa alta? O movimento positivo dos papéis está relacionado principalmente às perspectivas lançadas pela empresa no release de resultados, de que está renegociando a dívida com credores, ao passo em que espera vender seus ativos (planta de São Bernardo do Campo) até o primeiro semestre de 2014. “O mercado está especulando com base nisso”, o analista Roberto Altenhofen, da casa de research Empiricus.

CCX despenca com rumor de cancelamento de venda de minas
Por outro lado, as ações da CCX Carvão (CCXC3) conseguiram virar para o positivo após chegarem a despencar nesse pregão. Isso porque o acordo de venda de dois projetos de mineração entre a empresa na Colômbia e a Transwell Enterprises, anunciado no último dia 13, corre o risco de ser cancelado, de acordo com fontes ouvidas pelo InfoMoney. Os compradores estariam desconfiados que os investimentos necessários para desenvolver os projetos de carvão da CCX seriam muito maiores que o estimado pelo empresário Eike Batista, controlador da companhia.

Nos últimos dias, os papéis da CCX chegaram a bater em R$ 1,79 com o otimismo gerado pelas vendas das minas, mas, desde então, já recuaram mais de 30%. Nesta terça-feira, os papéis CCXC3 registraram alta de 0,75%, a R$ 1,35, após chegarem a cair 12,69% na mínima do dia.

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Restoque atinge queda de 5% após JP cortar recomendação
Por fim, o JPMorgan rebaixou a recomendação das ações da Restoque (LLIS3), dona das grifes Le Lis Blanc e Bo-Bô, de neutro para underweight (desempenho abaixo da média do mercado). O banco estabeleceu também um novo preço-alvo para o papel em dezembro de 2014 de R$ 6,00, o que representa um potencial de desvalorização de 13%.

As ações da Restoque registraram queda de 1,45% nessa sessão, cotadas a R$ 6,80, mas atingiram no patamar mínimo do dia desvalorização de 5,22%, a R$ 6,54. 


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.