Vale realiza encontro em Londres; multas do Cade e empréstimo da Eletrobras estão no radar

Cade manda Telefônica deixar posição na TIM ou buscar novo sócio na Vivo e Fras-le fará oferta pública primária e secundária de ações

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SÃO PAULO – Após três dias de queda, acumulando perdas de 4,32% apenas nesta semana, a sessão desta quinta-feira (5) promete ser agitada para o Ibovespa. Nesta sessão, destaque para a Vale (VALE3;VALE5), que realiza encontro com investidores em Londres.

A mineradora comentará seu programa de investimentos para o próximo ano anunciado na última segunda-feira com um valor total de US$ 14,8 bilhões. O encontro será realizado às 10h15 (horário de Brasília).

Além da Vale, a Dasa (DASA3) realizará na manhã desta quinta-feira, às 11h, teleconferência sobre a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com restrições, da incorporação da MD1. 

As restrições do Cade, que fazem parte de um acordo (Termo de Compromisso de Desempenho) envolvem a alienação de ativos, no Rio de Janeiro, que somam um faturamento de 110 milhões de reais, segundo o relator do caso, conselheiro Ricardo Ruiz.

“Estamos falando de três dezenas de pontos de coleta, de uma marca no Rio de Janeiro, de um conjunto de equipamentos e profissionais. E tudo isso será considerado em um único veículo de alienação”, disse Ruiz.

Segundo o conselheiro, os ativos no Rio terão de ser vendidos a um único comprador que não pode ter mais de 20 por cento de mercado na região.

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Eletrobras presta esclarecimentos sobre empréstimo cancelado
Em comunicado ao mercado, a Eletrobras (ELET3; ELET6) prestou esclarecimentos sobre a linha de crédito com a Caixa Econômica Federal, que foi cancelada. Na última segunda-feira,  o ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou o cancelamento da operação, que reduziria a necessidade de aportes do Tesouro Nacional ao fundo que financia as reduções nas contas de energia elétrica. 

De acordo com a companhia, a referida Linha de crédito aprovada pela Caixa apresentava condições atraentes para Eletrobras, o que permitiria uma melhor gestão dos passivos das empresas controladas pela companhia, com consequente alongamento do perfil das suas dívidas e melhoria do desempenho econômico e financeiro dessas empresas.

“Contudo, conforme informado nos comunicados ao mercado de 22 de novembro de 2013 e 02 de dezembro de 2013, a operação estava condicionada ao atendimento de condições contratuais de eficácia, cujas providências de atendimento foram interrompidas em razão da informação de cancelamento da linha de crédito”, informou a companhia.

“Contudo, conforme informado nos comunicados ao mercado de 22 de novembro de 2013 e 02 de dezembro de 2013, a operação estava condicionada ao atendimento de condições contratuais de eficácia, cujas providências de atendimento foram interrompidas em razão da informação de cancelamento da linha de crédito”, informou a companhia.

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Anhanguera é multada por prestar “informações enganosas” ao Cade
O Cade condenou novamente a Anhanguera Educacional (AEDU3) pela prestação de informações enganosas à autoridade com multa de R$ 1,5 milhão na instrução do ato de concentração em que a empresa adquiriu a totalidade das ações da Novatec e do Instituto Grande ABC de Educação e Ensino S/C Ltda., mantenedor da Faculdade Anchieta.

De acordo com relatório, a Anhanguera prestou informações falsas sobre a participação de Ângela Regina Rodrigues no comando do grupo. O órgão já havia multado a instituição em junho por R$ 4 milhões, pela omissão de informações relevantes. 

O Tribunal do Cade entendeu que a Anhanguera não cumpriu adequadamente com seu dever de prestação de informações idôneas, agindo em desconformidade com o padrão exigível de agentes que apresentam atos de concentração para análise pelo órgão antitruste.

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Cade manda Telefônica deixar posição na TIM ou buscar novo sócio na Vivo
O Cade determinou que a Telefónica (VIVT4) se desfaça da sua posição direta ou indireta na TIM (TIMP3) ou busque um sócio para substituir a Portugal Telecom na Vivo.

As condições foram impostas para aprovar a saída da Portugal Telecom do capital da Vivo, anunciada em 2010, devido ao fato de a Telefonica ter participação na Telecom Italia, controladora da TIM.

Se a decisão for buscar uma nova sócia para a Vivo, essa empresa não poderia ter participação em nenhuma empresa que atua no setor no Brasil.

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Também na véspera, o Cade aprovou um parecer da procuradoria do órgão e aplicou sanções à Telefônica Brasil e à TIM Participações por violação de acordo fechado com o regulador em 2010.

O Cade aplicou multa de R$ 15 milhões à Telefônica por considerar que o aumento de participação de sua controladora Telefónica na Telco, holding que controla a Telecom Italia, dona da TIM no Brasil, infringiu acordo feito com o regulador brasileiro em 2010, pelo qual a subsidiária da espanhola no Brasil não poderia interferir na gestão da TIM.

O Cade também multou a TIM Participações em R$ 1 milhão porque a empresa contratou serviços de uma consultoria que pertenceu à Telefônica.

Fras-le fará oferta pública primária e secundária de ações
O Conselho de Admnistração da Fras-le (FRAS4) aprovou a realização de distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias.

Os bancos Santander e Votorantim serão os coordenadores da emissão, informou a companhia nesta quarta-feira.

A fabricante de materiais de fricção é controlada pela Randon. Na emissão secundária, os acionistas vendedores serão os fundos de investimento Mauá Participações, Mauá Órion e Scorpions.

A companhia ainda não forneceu mais detalhes da emissão, como número de ações ofertadas ou calendário. Os recursos serão utilizados em aquisições no Brasil e no exterior, segundo o prospecto.

Positivo nega rumor de venda de controle
A Positivo Informática (POSI3) divulgou comunicado na véspera, após o fechamento do mercado, informando que seus principais acionistas não negociam a venda do controle da empresa e que boatos em torno do assunto não têm fundamento. Mais cedo, o InfoMoney havia divulgado que, no mercado, circulava a informação que a empresa poderia ser vendida e que a Lenovo seria a principal interessada no negócio.

A informação foi apurada pelo InfoMoney junto a uma fonte que acompanha o processo. Há uma semana, a empresa tinha dito que estuda uma “reestruturação societária”, sem que fosse possível prever seu desfecho. Procurada pela manhã, a Positivo disse que “vai se manifestar sobre seus estudos [de reestruturação] tão logo seja possível, atendendo à regulamentação em vigor, conforme informado no fato relevante de 26/11/2013”. Já a Lenovo afirmou que não comenta rumores de mercado. As ações da Positivo já abriram o pregão em forte alta, chegaram a subir mais de 21% durante o começo da tarde e fecharam cotadas a R$ 3,28, com valorização de 10,06%.

Neste semestre, a Positivo perdeu para a própria Lenovo a liderança que mantinha há muitos anos no mercado brasileiro de computadores. Segundo dados divulgados pelas próprias companhias e atribuídos ao IDC, a Lenovo teria alcançado 18,3% do mercado de computadores pessoais no terceiro trimestre, ou mais do que os 16,5% da Positivo.

A consolidação do mercado pode fazer sentido, uma vez que o setor como um todo não vai bem. As vendas de tablets e smartphones têm crescido rapidamente e “roubado” mercado de fabricantes de tablets e notebooks. Apesar de ter investido também nesse segmento, a Positivo nem de longe consegue concorrer com gigantes como a Apple e a Samsung.

(Com Reuters)

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.