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SÃO PAULO – A véspera de feriado de Corpus Christi começa agitada nas bolsas mundiais, que digerem os cortes de projeção da economia global anunciados tanto pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) quanto pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
Em meio a isso, o Radar Bovespa traz novidades sobre diversas empresas do mercado brasileiro, entre elas a mais importante em termos de participação no Ibovespa: a Vale (VALE3, VALE5). Segundo apuração do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a ThyssenKrupp poderá ter que indenizar seus acionistas antes de vender o controle da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico). A quantia a ser paga, segundo a Broadcast, é expressiva e reflete decisões tomadas pelo grupo alemão que resultaram em aumento no custo do projeto e problemas operacionais – esse acerto de contas por má gestão está previsto em contrato firmado entre os acionistas da CSA, segundo uma fonte próxima à negociação.
Um dos erros teria sido a contratação da chinesa Citic, que projetou a obra da coqueria, que rachou depois de pronta, elevando ainda mais os custos do projeto. A Vale é sócia minoritária da CSA e precisou inclusive socorrer a Thyssen para viabilizar a conclusão da obra, tendo elevado sua participação na empresa de 10% para 26,87%.
Mais Vale: licença concedida em Mariana
Ainda sobre a mineradora, foi publicado ontem no “Diário Oficial da União” o direito a ela de expandir as operações de sua unidade de Mariana (MG), onde a empresa produziu 8,9 milhões de toneladas de minério de ferro nos primeiros três meses do ano. O direito para lavras de novas seções da mina passou a vigorar imediatamente.
Dessa forma, a Vale assume o compromisso de produzir 20 milhões de toneladas ao ano em Mariana – volume estimado a partir da reserva medida de 64,9 milhões de toneladas no total.
Plano de demissão da Eletrobras: R$ 3,4 bilhões
Outra blue chip que fica em evidência no noticiário corporativo é a Eletrobras (ELET3, ELET6). Após a aprovação do plano de demissão voluntária da empresa pelo Conselho da empresa na segunda-feira – com a ata divulgada na manhã de ontem -, agora especula-se quantos funcionários entrarão nesta lista e quanto irá custar aos cofres da estatal.
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Segundo apurações do Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, foram programados gastos de R$ 2,1 bilhões em 2013 e de R$ 1,3 bilhão em 2014, somando ao todo R$ 3,4 bilhões. Ainda segundo o jornal, o programa pode alcançar entre 2 mil e 5 mil funcionários de um total de 9 mil elegíveis, em linha com o que o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, a jornalistas na segunda-feira.
LLX: MTE suspende interdição em porto do Açu
A LLX Logística (LLXL3) informou na terça-feira (28) que o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) expediu nesta data um Termo de Suspensão de Interdição, de modo a normalizar a operação de transporte dos blocos de concreto que serão utilizados na construção do quebra-mar do TX2.
Na última semana, o MTE autuou 25 empresas que prestam serviços para a LLX Logística do Grupo EBX, no Superporto de Açu, no norte do estado do Rio de Janeiro. Foram expedidos 252 autos de infração e uma interdição.
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Segundo a companhia, a liberação foi decidida após reunião realizada entre a empresa responsável pela atividade e a equipe do MTE. Durante o encontro, foram apresentados os procedimentos de segurança revisados para a operação. A LLX afirmou ainda que “cumpre rigorosamente todas as normas e determinações da legislação brasileira, incluindo as normas de segurança e saúde ocupacional, e exige o mesmo de seus parceiros”.
Minerva prevê mais abate em 2013
O abate de bovinos no Brasil deverá crescer entre 7% e 8% cento em 2013 na comparação com 2012, disse gerente da área de mercado da Minerva Foods (BEEF3), Fabiano Tito Rosa, durante um evento promovido pela BM&FBovespa e o Ministério da Agricultura em São Paulo. O aumento de abate reflete o momento favorável do mercado, com consumo doméstico sustentado dando ao setor a possibilidade de garantir margens. Além disso, as exportações estão firmes.
“Em 2012, teve forte em recuperação de margem. Em 2013, já voltou a patamares anteriores (com margens mais ajustadas), mas ainda é boa”, afirmou Rosa. O executivo não divulgou números absolutos para o abate.
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Após cair 33% no ano, CSU recomprará 1 mi de ações
Dentre as small caps, destaque para a CSU Cardsystem (CARD3), que enviou comunicado após o fechamento do pregão anterior anunciando que seu Conselho de Administração, aprovando o lançamento de um novo programa recompra de até 1 milhão de ações de sua própria emissão o que corresponde a 5,2% dos papéis em circulação no mercado, que somam 19,2 milhões de ativos.
O anúncio veio junto com o cancelamento de 1 milhão de ações que estavam em tesouraria, o que reduziu o capital representativo da empresa para 45,57 milhões de papéis CARD3. O período do programa vai de hoje até 27 de maio de 2014.
Vale mencionar que as ações da CSU têm apresentado um desempenho bastante ruim neste ano, estando atualmente cotadas a R$ 2,79 – bem distante dos mais de R$ 18,00 que elas já chegaram a valer em maio de 2006, quando entraram na Bovespa. No acumulado destes quase 5 meses, os ativos da companhia já recuaram 33,4%. Só neste mês de maio, a queda já chega a 22,07%.