Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026

A estimativa para este ano ficou no limite superior do intervalo de produção previsto para 2025, que era de 325 milhões a 335 milhões de toneladas

Reuters

Logotipo da mina Brucutu, propriedade da mineradora brasileira Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo - 04/02/2019 (Foto:  REUTERS/Washington Alves)
Logotipo da mina Brucutu, propriedade da mineradora brasileira Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo - 04/02/2019 (Foto: REUTERS/Washington Alves)

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A mineradora Vale (VALE3) poderá aumentar a produção de minério de ferro em até 3% em 2026 ante o esperado para 2025, de acordo com projeções divulgadas pela empresa nesta terça-feira, que indicam ainda uma certa estabilidade nos investimentos para o próximo ano.

A companhia, que busca retomar a liderança global na produção de minério de ferro, superando a Rio Tinto, prevê produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, ante aproximadamente 335 milhões de toneladas neste ano.

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A estimativa para este ano ficou no limite superior do intervalo de produção previsto para 2025, que era de 325 milhões a 335 milhões de toneladas, apontou a Vale, antes do evento anual da mineradora, em Londres, nesta terça-feira.

A mineradora, que está recuperando a capacidade produtiva perdida após o rompimento de barragem em Brumadinho em 2019, também manteve previsão de atingir a produção de cerca de 360 milhões de toneladas de minério de ferro em 2030.

O custo caixa C1 no minério de ferro (excluindo compras de terceiros), que se refere ao custo de produção da mina ao porto de embarque, foi estimado entre US$20 e US$21,5 por tonelada em 2026, ante US$21,3 por tonelada em 2025.

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Investimentos

A companhia prevê investimentos de capital de US$5,4 bilhões a US$5,7 bilhões em 2026, versus US$5,5 bilhões em 2025, em momento em que a empresa foca em aportes no programa Novo Carajás, em ativos de minério de ferro e cobre, principalmente.

Do total, a empresa espera investir no ano que vem US$1,1 bilhão para crescimento, versus US$1,2 bilhão em 2025, enquanto o restante dos aportes será destinado para manutenção.

De 2027 em diante, a companhia projeta menos de US$6 bilhões, com o total destinado para “crescimento” avançando para cerca de US$1,4 bilhão.

A Vale calcula ainda aportes de US$2,6 bilhões no ano que vem em atividades relacionadas com os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho ocorridos em 2015 e 2019, respectivamente.

Os aportes relacionados aos colapsos de barragens incluem descaracterização de estruturas, desembolsos previstos a partir de acordos de reparação e compensação e despesas incorridas.

Os aportes relacionados a esses compromissos devem recuar para US$1,9 bilhão em 2027, seguido por US$1,3 bilhão em 2028, US$1,5 bilhão em 2029, além de US$800 milhões em 2030.

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Dos investimentos de capital, cerca de US$4 bilhões serão empenhados em soluções de minério de ferro em 2026, ante aproximadamente US$3,9 bilhões neste ano.

Já os investimentos de capital da subsidiária Vale Base Metals estão estimados em cerca de US$1,6 bilhão em 2026, estável ante o ano anterior, chegando a cerca de US$2 bilhões em 2027 e em diante.

Metais da transição energética

Assim como no minério de ferro, a Vale atingiu o limite superior da meta de produção para 2025 para o cobre e o níquel.

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No cobre, a companhia projetou produção de cerca de 370 mil toneladas neste ano, ante meta de 340-370 mil para o ano.

Para 2026, prevê intervalo entre 350 mil e 380 mil toneladas, subindo a 420 a 500 mil toneladas em 2030 e chegando a cerca de 700 mil em 2035.

Em paralelo, a mineradora informou que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) e a Glencore assinaram um acordo para avaliar conjuntamente um potencial projeto de desenvolvimento de cobre em área já explorada, em propriedades adjacentes na Bacia de Sudbury, no Canadá.

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Para o níquel, a Vale prevê produção de 175 mil a 200 mil toneladas em 2026, ante 175 mil para 2025, subindo a 210-250 mil toneladas em 2030.