Vale pressiona bolsa e Eletrobras avança; Petro pede por reajuste de combustíveis

Ainda entre os destaques, venda de torre comercial impulsiona ações da EzTec e São Carlos; BM&FBovespa deve lançar derivativo de juro atrelado à Selic

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SÃO PAULO – Acompanhando os mercados internacionais, o Ibovespa mostra sinais de cautela nesta quarta-feira (16) e recua 0,43% por volta das 13h45 (horário de Brasília), aos 61.461 pontos, em meio a uma agenda repleta de dados econômicos.

Além dos indicadores e à espera do desfecho da reunião Copom (Comitê de Política Monetária), os investidores refletem ainda o alerta do Banco Mundial: a atual crise orçamentária dos EUA tem prejudicado o crescimento econômico global e, no momento, representa um risco maior do que a Europa. 

Petrobras pede por reajuste dos preços dos combustíveis
Já entre as principais referências corporativas, o destaque novamente é a Petrobras (PETR3; PETR4). A diretoria da companhia pediu ao seu conselho de administração aumento nos preços de diesel e gasolina para este mês para garantir os projetos previstos em seu plano de negócios, segundo fontes disseram ao Estado de S.Paulo.

A empresa espera uma recomposição dos 15% de aumento nos dois combustíveis, conforme indica o plano de negócios elaborado em junho para o período de 2012 – 2016.

Na véspera, rumores já apontavam que a gasolina deveria ficar mais cara nos postos na próxima semana pela primeira vez em quase dez anos, diante de um reajuste de 7%, assim como o diesel, que sofreria uma revisão para cima de 4% a 5%.

Ação da Vale cai mais de 4% no ano
Também entre os destaques corporativos, as ações da Vale (VALE3, VALE5) vêm decepcionando os investidores, com um desempenho muito abaixo do principal índice de ações da bolsa, o Ibovespa, depois de disparar mais de 4% no primeiro pregão do ano.

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E nesta sessão não é diferente. As ações voltam a cair e, no ano, os papéis ordinários já acumulam perdas de 4,04%, aos R$ 40,57, enquanto as perdas das preferenciais ficam em 4,45%, aos R$ 39,05. O Ibovespa sobe 0,78%.

As mudanças sobre a economia brasileira e internacional têm pressionado o desempenho da mineradora, disse Aloisio Lemos, analista da Ágora Corretora. “Nas primeiras semanas do ano os economistas começaram a mostrar mais cautela com o que esse ano poderá ser.” Portanto, para Lemos, o mercado como um todo fraquejou neste início de ano. 

Porém, essa não é a única justificativa para esse desempenho fraco. No início do ano a equipe de análise da XP Investimentos já alertava para a possibilidade das ações da mineradora brasileira caírem no curto prazo guiadas por uma queda nos preços do minério de ferro, que, na visão de alguns analistas, subiu muito no ano passado e agora deverá recuar novamente.

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Venda de torre comercial impulsiona forte alta de EzTec e São Carlos
Já entre o noticiário do setor imobiliário, a São Carlos Empreendimentos (SCAR3) adquiriu da EzTec (EZTC3) uma torre no empreendimento comercial Ez Towers, em fase de construção em São Paulo. O negócio, que movimentou R$ 564 milhões, já chama atenção dos investidores e impulsiona as ações das companhias. 

As ações da EzTec sobem 3,08%, sendo cotadas a R$ 27,13, enquanto os papéis da São Carlos registravam valorização de 3,33%, aos R$ 46,50. 

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a venda vai criar um forte fluxo de caixa para a EzTec, além de afirmar a viabilidade do projeto das EZ Towers. Já para a São Carlos, os analistas estimam que a compra irá adicionar um valor significativo para o portfólio da empresa e fornece um grande aumento de ABL (Área Bruta Locável), mas eles ressaltam que a empresa ainda opera com grande endividamento e esta compra vai aumentar ainda mais sua dívida.

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BM&FBovespa deve lançar derivativo de juro atrelado à Selic
Por sua vez, a BM&FBovespa (BVMF3) deve lançar um novo derivativo em breve atrelado à taxa Selic, de acordo com o Valor Econômico nesta quarta. O contrato deve ter como base as operações compromissadas de um dia com os títulos públicos, permitindo que o investidor se posicione à taxa de juro nacional.

Atualmente, o investidor tem a opção apenas de operar derivativos atrelados à taxa DI (Depositor Interfinanceiro) – que difere um pouco da Selic, já que ela também conta com algumas variáveis, por ser resultado das operações fechadas entre bancos, que permitem um certo descolamento da taxa básica.

Cetip e mais quatro fazem aliança internacional para liquidez
Ainda no setor financeiro, a Cetip (CTIP3) e mais quatro grupos internacionais anunciaram nesta quarta-feira um projeto de cooperação para melhorar a gestão de garantias e serviços de liquidez para clientes.

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A empresa brasileira integrou a parceria junto com Clearstream, de Luxemburgo, Iberclear, da Espanha, ASX, da Austrália, e a sul-africana Strate. A “Liquidity Alliance” formada pelos cinco grupos está aberta à adesão de novos membros.

Dilma se reúne com Eike Batista e Jorge Gerdau
A presidente Dilma Rousseff dará prosseguimento hoje a uma série de conversas com empresários iniciada na semana passada, informou a coluna de Guilherme Barros, da IstoÉ Dinheiro.

Mais tarde, Dilma se encontrará com o empresário Eike Batista, do grupo EBX. E, na parte da manhã, se reuniu com Jorge Gerdau, que é cotado para substituir Guido Mantega no ministério da Fazenda.

O objetivo dos encontros é incentivar os empresários a investir mais no Brasil, um dos maiores gargalos da economia.

Sabesp pede reajuste de 13,1% à Arsesp
A Sabesp (SBSP3) pediu um reajuste médio de tarifas de 13,1% à Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) por ocasião da segunda audiência pública sobre o tema, realizada ontem. 

A autoridade regulatória tem até o dia 8 de fevereiro para tornar público o relatório em que expressa seu posicionamento e as justificativas da decisão. Por enquanto, está mantida a proposta de um reajuste médio de 1,94% ante a tarifa média atual de R$ 2,87 praticada pela companhia de saneamento paulista. 

A Sabesp alega que o aumento proposto pela Arsesp é insuficiente para fazer frente ao seu plano de investimentos, que tem como premissa universalizar o acesso ao saneamento no Estado até 2020. A previsão da companhia é que, para atingir esse objetivo, sejam necessários investimentos de pelo menos R$ 2 bilhões ao ano.

Risco é menor para elétricas
Ainda no setor, chama atenção a notícia de que as elétricas que aceitaram prorrogar antecipadamente as concessões a valores mais baixos, serão beneficiadas nos períodos de baixa produção hidrelétrica, geração térmica plena e elevação de preços no mercado livre. A lei 12.783, sancionada segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff, transferiu o “risco hidrológico” – como é chamado esse movimento – dessas usinas para o consumidor.

Em reflexo, as ações ordinárias da Eletrobras (ELET3, ELET6) avançam 2,27%, aos R$ 6,76, seguidas pelas preferenciais, com valorização de 2,15%, sendo cotadas a R$ 11,40. 

CPFL muda estrutura acionária
Já a CPFL Energia (CPFE3) anunciou uma nova estrutura acionária. Agora, ESC Energia, Camargo Corrêa e Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, integram o acordo de acionistas.

Presidente da Embraer será um dos presidentes do Fórum de Davos
O presidente da Embraer (EMBR3), Frederico Curado, será um dos copresidentes do Fórum Mundial de Economia, o grande encontro anual da elite econômica e política mundial que ocorrerá na semana que vem em Davos, nos Alpes suíços. É a primeira vez nos últimos tempos que um executivo brasileiro é escolhido para o posto, ilustrando a importância tanto da Embraer como da economia do país.

Os outros copresidentes serão Muhtar A. Kent (EUA), presidente da Coca-Cola; Axel Weber, presidente do conselho do UBS (Suíça); Huguette Labelle (Alemanha), da Transparência Internacional; Andrew Liveris (EUA), presidente da Dow Chemical Company; e Atsutoshi Nishida, presidente da Toshiba (Japão).

Braskem aumenta participação em projeto mexicano
A Braskem (BRKM5), companhia controlada pelo grupo Odebrecht, aumentou sua participação acionária no projeto Etileno XXI, que prevê a construção de um complexo industrial para a produção de polietileno (PE) no México, com investimentos de US$ 3,2 bilhões. A fatia do grupo brasileiro passou de 65% para 75% e a da Idesa, petroquímica local, recuou de 35% para 25%. Essa operação já prevista em contrato foi oficializada no fim de 2012, informou a Braskem ao Valor.

CVM abre processo contra executivos do grupo Camargo Corrêa
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu na noite da última terça-feira processo administrativo sancionador contra conselheiros e executivos do Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCIM3) e também contra Morro Vermelho, empresa do Grupo Camargo Corrêa.

Entre os acusados no processo estão Luiz Roberto Ortiz Nascimento e Carlos Pires Oliveira Dias, que são casados com duas filhas de um dos fundadores do grupo, Sebastião Camargo.

A Morro Vermelho está sendo investigada por infração ao artigo 117 da Lei das S. A., parágrafo 1 “f”. Esse artigo estabelece que o acionista controlador responde pelos danos causados por atos praticados com abuso de poder. Entre eles, “contratar com a companhia, diretamente ou através de outrem, ou de sociedade na qual tenha interesse, em condições de favorecimento ou não equitativas”.

Rossi vende 99,7% de ações pretendidas em aumento de capital
A Rossi Residencial (RSID3) conseguiu vender 149,5 milhões de ações em seu aumento de capital, informou o comunicado enviado na noite da véspera pela construtura ao mercado. Frente ao total de 150 milhões de papéis pretendidos, a subscrição atingiu 99,7% da capitalização.

Tráfego de passageiros da Latam Airlines avança 10% em dezembro
A recém-criada Latam Airlines (LATM11) disse nesta terça-feira que seu tráfego de passageiros cresceu 10% em dezembro e 7,8% no acumulado de 2012, ambos em base anual.

A Latam Airlines, maior companhia aérea da América Latina, é resulta da aquisição da brasileira TAM pela chilena LAN.

Movimentação de contêineres da Log-In cai 3,2%
A Log-In Logística Intermodal (LOGN3) informou que a movimentação de contêineres no Terminal Vila Velha (TVV) atingiu 267.510 TEUs (contêineres de 20 pés) no ano passado, o que corresponde a um decréscimo de 3,2% na relação com 2011.

Desse total de contêineres, 177.347 estavam cheios, queda de 9%, enquanto 90.163 estavam sem nada dentro, alta de 10,9%.