Vale pode reduzir 25% de sua capacidade produtiva de minério de ferro neste ano

Presidente da subsidiária chinesa justifica corte por fraca demanda; predileção da mineradora é por sistema benchmark nos preços

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SÃO PAULO – “Haverá um corte de 25% na capacidade produtiva de minério de ferro para este ano”. A afirmação é de Michael Zhu, presidente da subsidiária da Vale (VALE3, VALE5) na China, e sintetiza as decorrências da fraca demanda por bens siderúrgicos ao redor do mundo.

Conforme o executivo, a companhia brasileira fechará minas que produzem minério de ferro de baixa qualidade, ou com altos custos operacionais. Vale lembrar que, no final do ano passado, a mineradora já havia reduzido sua produção em 10%, o que equivale a cerca de 30 milhões de toneladas.

Benchmark é predileto

Quando indagado acerca das negociações referentes aos contratos de minério de ferro com as siderúrgicas chinesas, Michael Zhu revelou sua predileção pelo sistema benchmark de preços.

“Incentivamos preços de benchmark”, disse, lembrando ainda que a Vale não pediu às chinesas uma elevação no preço durante a vigência dos últimos contratos, mesmo em tempos em que os preços praticados eram inferiores aos do mercado spot.

Concorrentes decidem

“Nossa questão é: qual será a escolha das siderúrgicas chinesas? Se não mantivermos o sistema benchmark, quais são as outras chances?”, completou o executivo, ao enfatizar sua preferência pelo mercado fechado.

Cabe lembrar que, conforme já noticiado pela Vale e ainda reiterado por Michael Zhu no discurso, a mineradora brasileira não será a líder do tripé oligopolista nas conversas com as chinesas.