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SÃO PAULO – A Vale (VALE3, VALE5), maior vendedora de minério de ferro do mundo, não vai começar a cortar sua produção por conta da queda dos preços da commodity, ou de uma possível desaceleração mais intensa na demanda global.
A empresa afirmou, em teleconferência nesta quinta-feira (27), que vai tentar reverter as perdas causadas pela desvalorização da matéria-prima ao adotar precificações mais de curto prazo. Além disso, a otimização da exploração mineral é buscada pela empresa, e a relação próxima com siderúrgicas deve ajudar a não permitir desvalorizações ainda mais relevantes.
Segundo o presidente da gigante da mineração, Murilo Ferreira, não há dogmas na companhia quanto a entrar no mercado à vista para vender pelos valores de oscilação diária. O sistema trimestral, porém, é visto como o mais interessante.
Procura pelos produtos
Com fatores como o inverno na China, e tempestades se aproximando da Austrália, a Vale espera que a demanda se enfraqueça levemente. Porém, a procura e, consequentemente, os preços do ferro são esperados em reajuste para cima com a promessa do governo chinês de incentivar a expansão do crédito pouco a pouco no país.
“Não há mudança estrutural no crescimento econômico chinês”, afirma Ferreira. A mudança para o mercado spot, porém, pode ser feita caso os clientes comecem a cancelar contratos com uma piora na situação econômica. Mesmo assim, a Vale não vê sinais claros de que uma recessão esteja se aproximando dos países desenvolvidos. “Não há comparação com a crise de 2008”, finaliza o CEO.